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Prestação da casa ao banco volta a descer em setembro

Photo by Sabine Peters on Unsplash
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Autor: Redação

As negativas taxas de juro Euribor do mercado interbancário, que servem de referência aos empréstimos bancários e a outros contratos financeiros, continuam a ajudar as famílias portuguesas com créditos à habitação. A prestação da casa paga ao banco, nos contratos crédito indexados a Euribor a três e a seis meses, volta a descer novamente em setembro.

No caso de um cliente com um empréstimo à habitação no valor de 150 mil euros a 30 anos, indexado à Euribor a seis meses com um 'spread' (margem de lucro do banco) de 1%, este pagará a partir de setembro 455,06 euros, o que significa menos 11,58 euros face à última revisão da prestação, em março, de acordo com a simulação da Deco/Dinheiro&Direitos.

Já no caso de um empréstimo nas mesmas condições, mas indexado à Euribor a três meses, o cliente passará a pagar 454,86 euros, neste caso 6,40 euros menos do que o pago desde junho, segundo aponta a Lusa, com base nos mesmos cálculos.

As taxas de juro continuam em terreno negativo e mesmo a acentuar significativamente. Em agosto, a média da taxa Euribor a seis meses foi de -0,405%, um novo mínimo histórico, e a média da taxa a três meses de -0,408%. E isto tem impacto direto no valor a pagar mensalmente ao banco, sendo que as taxas Euribor são o principal indexante em Portugal nos contratos bancários que financiam a compra de casa:  Euribor a seis meses é a mais usada, seguida da taxa a três meses.

Taxas negativas por mais cinco anos

E nos tempos não se esperam mais próximos alterações a este cenário. A expetativa nos mercados financeiros é que se continuem a registar valores negativos até junho de 2024. Mas se isso são boas notícias para as famílias e empresas com dívidas,mas afeta o retorno de quem tem poupanças de menor risco e complica também a vida dos bancos, cujo principal negócio é precisamente ‘comprar e vender’ dinheiro.

Mesmo que, num primeiro momento, a banca tenha beneficiado com a valorização das suas carteiras de obrigações por causa da entrada do BCE no mercado, esse efeito tem-se diluído e, ao mesmo tempo, a margem financeira tem sido afetada e os bancos antecipam um impacto negativo no seu negócio, tal como escreve o Expresso.

A próxima reunião do BCE está marcada para 12 de setembro de 2019, e nos mercados espera-se que Mario Draghi anuncie novas medidas, nomeadamente uma descida da taxa negativa dos depósitos, atualmente em -0,4%, até o regresso da compra de ativos que terminou no final de 2018.