O Banco de Portugal (BdP) está preocupado com a redução do custo no crédito habitação, numa altura em que o montante total cresceu 10,4% em janeiro, o maior aumento em 20 anos. É neste contexto que o regulador liderado por Álvaro Santos Pereira está a interrogar os bancos sobre as atuais “taxas baixas” nos empréstimos para a compra de casa.
Nesta operação, já confirmada pelo BdP, a ideia é perceber se os bancos estão a refletir o custo de capital, o custo de financiamento, os custos operacionais e administrativos e os custos de risco de crédito, escreve o Jornal Económico. Até agora, os inquéritos do BdP sobre crédito habitação só chegaram ao BCP e à Caixa Geral de Depósitos. O BPI e o Novo banco, por exemplo, ainda não receberam.
Trata-se de uma ação de supervisão transversal às principais instituições financeiras tem como objetivo verificar a conformidade com as orientações da Autoridade Bancária Europeia sobre a concessão e monitorização de crédito.
Em concreto, a iniciativa foca-se “na implementação de políticas de fixação de preços no crédito habitação que reflitam adequadamente os custos e o perfil de risco do mutuário”, lê-se no mesmo jornal. Note-se que os bancos têm vindo a baixar spreads nestes empréstimos, perante a alta concorrência e o baixo custo do risco e do capital.
O mercado bancário relativiza a ação de inspeção do BdP, dizendo que “está perfeitamente dentro do âmbito do trabalho de um supervisor”. “O pricing do crédito concedido e os critérios de concessão de crédito fazem parte do leque habitual de temas que o Banco de Portugal audita”, assinala uma fonte do setor citada pelo jornal.
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