Os avanços e recuos relacionados com a resolução do conflito no Médio Oriente têm influenciado a confiança dos mercados financeiros e, por conseguinte, a flutuação da Euribor.
O mercado residencial tem vindo a mudar no último ano. As famílias dão sinais de estar mais cautelosas na compra de casa perante o alto custo da habitação, subida dos juros e perda de poder de compra impulsionado pelo conflito no Médio Oriente. E tudo isto tem-se refletido na queda das transações. Mas não só. Os preços das casas à venda em Portugal também já dão sinais de abrandamento, registando uma subida anual de 8,9% em junho que compara com o crescimento de 10,2% em maio, revela o índice de preços do idealista (editor desta newsletter). Ainda assim, os preços da habitação continuam a subir o suficiente para registar um novo máximo histórico pelo oitavo mês consecutivo, alcançado o custo mediano de 3.156 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de junho. Em termos trimestrais, os preços aumentaram 1,6%.
A promoção do equilíbrio entre a vida profissional e a vida familiar tem-se tornado cada vez mais relevante na agenda política europeia e nacional.
Portugal continua a ser considerado um refúgio ao investimento imobiliário, em particular, no atual momento de incerteza global provocado pelo conflito no Médio Oriente. E esta tendência reflete-se na procura de habitação no país, que continua a despertar interesse a quem reside no exterior, seja para viver ou investir. É no Funchal e em Ponta Delgada, as capitais insulares, que a procura de casas à venda desde o estrangeiro é mais expressiva, com o Reino Unido e os EUA a ocuparem os primeiros lugares, respetivamente. Já no arrendamento é em Bragança onde as visitas internacionais têm maior peso, com o Brasil a liderar, revela o idealista, editor desta newsletter.
Durante mais de 200 anos, a Feitoria Inglesa manteve as suas tradições em volta do vinho do Porto, os seus almoços de quarta-feira, as visitas de reis, rainhas e presidentes da República. Mas no início de 2026 aquela que é a última feitoria sobrevivente no mundo abriu as suas portas a todos.
O imobiliário do Grande Porto muito mudou nos últimos anos. As zonas costeiras foram valorizadas. E assistiu-se ao aumento de procura de habitação de alta qualidade. Foi aí que o M2O Group viu a oportunidade para desenvolver projetos residenciais premium, começando por Matosinhos Sul.
A piscina transforma qualquer habitação num refúgio exterior de bem-estar, privacidade e qualidade de vida. Cria um impacto visual imediato nos imóveis, conquistando os potenciais compradores à primeira vista. É por isso que as casas de luxo à venda com piscina saem valorizadas em 11% no mercado português face às que não têm esta comodidade, segundo revelam os dados do idealista, editor desta newsletter. Mas a oferta de habitações premium com piscina tem vindo a desaparecer do mercado.
O mercado imobiliário é feito de muitas especificidades e nichos. O segmento LGBTI+ é um deles, afirmando-se há vários anos como catalisador de investimento nacional e estrangeiro, transformando bairros e dinamizando zonas, sobretudo nos grandes centros urbanos.
O acesso à habitação em Portugal está a deteriorar-se cada vez mais, num contexto de falta de oferta a preços acessíveis para os bolsos das famílias.
A falta de oferta de casas em Portugal é estrutural, ajudando a explicar os altos preços praticados atualmente – e que tendem a subir ainda mais. Até porque vai levar tempo para que o pacote fiscal da habitação do Governo tenha impacto positivo na oferta. É neste contexto que a maioria das casas para comprar não muda de preços. Os dados mais recentes do idealista (editor desta newsletter) revelam que só 8% das casas à venda ficou mais barata no início de 2026. Trata-se, ainda assim, de um pequeno avanço, uma vez que há um ano apenas 6% dos imóveis anunciados teve redução de preços.
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