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FMI mais pessimista na recuperação da economia portuguesa do que o Governo

Christine Lagarde, diretora-geral do FMI / Gtres
Christine Lagarde, diretora-geral do FMI / Gtres
Autor: Redação

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está mais pessimista na recuperação da economia portuguesa a médio prazo do que o Governo. A instituição internacional melhorou ligeiramente as suas previsões para as contas públicas nacionais, mas continua a prever défices em torno dos 2% até 2022, enquanto o Executivo estima excedentes a partir de 2020.

O FMI divulgou esta terça-feira o World Economic Outlook, citado pela Lusa, no qual melhora as projeções da economia portuguesa para 2017, antecipando agora um crescimento de 1,7%, acima dos 1,1% anteriormente esperados, mas ligeiramente abaixo da estimativa da equipa de António Costa de 1,8%.

Embora melhore as estimativas de fevereiro, quando concluiu a quinta missão de acompanhamento pós-programa a Portugal e previa défices de 2,1% e de 2,3% este ano e no próximo, respetivamente, o FMI mostra-se mais pessimista do que o Governo no médio prazo.

Segundo o Programa de Estabilidade 2017-2021, entregue à Assembleia da República na semana passada, o executivo liderado por António Costa estima que o défice orçamental represente 1,5% do PIB este ano, descendo para 1% no próximo e para 0,3% em 2019.

O Governo estima que 2020 consiga equilibrar as contas, prevendo um saldo orçamental positivo de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) nesse ano e de 1,3% em 2021, enquanto o Fundo prevê saldos negativos (e superiores) em cada um desses anos, resume a agência de notícias.

Também no que diz respeito à dívida pública, o FMI estima valores acima dos 123% até 2021, superior aos 109,4% previstos pelo Governo nesse ano.