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Prazo para trabalhadores da TAP darem ordem de compra de ações termina hoje

Wikimedia commons
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Autor: Redação

O prazo para os trabalhadores da TAP aderirem à Oferta Pública de Venda (OPV) de 5% das ações representativas do capital social do grupo que lhes foi reservada no processo de privatização termina esta quarta-feira (10 de maio), tendo começado há precisamente um mês, dia 10 de abril.

A adesão dos trabalhadores da TAP à OPV do grupo deverá superar a oferta de 75 mil ações que lhes está reservada, com os 12 sindicatos representativos a apelarem para a compra de ações, escreve a Lusa.

Segundo as regras que constam no anúncio publicado em abril na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), os trabalhadores têm até às 15h de dia 10 de maio para transmitir as ordens de compra de ações da TAP – SGPS, S.A., oferta que envolve a venda de 75 mil ações, ao preço nominal de 10,38 euros, o que representa um desconto de 5% sobre o preço oferecido (10,93 euros) pela Atlantic Gateway no processo de privatização.

De referir que podem adquirir ações os trabalhadores da TAP - SGPS, S.A. com vínculo laboral superior a três anos, assim como os trabalhadores nas mesmas condições das empresas do grupo. Podem também aderir antigos trabalhadores do grupo, bem como antigos funcionários que tenham mantido vínculo laboral durante mais de três anos (desde que a saída não tenha resultado de processo disciplinar).

Trabalhadores aderem em massa

Entretanto, fonte oficial do gabinete do ministro Pedro Marques revelou, citado pelo Expresso, que o apuramento da oferta – cujo rateio será conduzido pelo BPI – será feito e divulgado a 12 de maio e que a liquidação financeira das ações (momento em que são transmitidas e pagas) acontecerá a 16 de maio.

O rateio será, no entanto, renhido, até porque “a procura está a exceder três a quatro vezes a oferta”, disse André Teives, porta-voz da Plataforma Sindical da TAP. “Sei de um trabalhador que pediu 75 mil ações [a totalidade da OPV] e de mais de uma dezena que pediu 15 mil”, referiu.

De referir que a OPV é um dos compromissos assumidos no memorando de entendimento entre o Estado e a Atlantic Gateway com vista à reconfiguração do capital social da TAP, passando o Estado a deter 50% do capital (em vez dos 39% que tinham sido negociados pelo Governo anterior).

Após a conclusão da OPV, esse processo de reconfiguração será concluído, ficando o Estado com 50% do capital social da empresa e a Atlantic Gateway com 45% do capital, acrescidos das ações que não forem adquiridas pelos trabalhadores. Para a conclusão da privatização fica depois a faltar o parecer da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC).