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FMI otimista: PIB português cresce 2,5% este ano e meta do défice será cumprida

Autor: Redação

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está mais otimista para Portugal, prevendo que a economia cresça 2,5% este ano e que a meta do défice de 1,5% seja cumprida. A instituição defende que o Governo deve aproveitar o momento para reduzir a dívida pública.

“As projeções de curto prazo de Portugal melhoraram de forma considerável, suportadas por uma recuperação no investimento e um crescimento contínuo das exportações, ao mesmo tempo que a recuperação na Zona Euro ganhou força", revelou esta sexta-feira (dia 30) o FMI em comunicado, após uma missão de duas semanas a Lisboa no âmbito do artigo IV da instituição.

Segundo a Lusa, que cita o documento, o FMI prevê que a economia portuguesa cresça 2,5% este ano, uma revisão em alta de um ponto percentual face aos 1,5% estimados em abril, e mostra-se mais otimista que o Governo, que continua a prever que o PIB cresça 1,8%.

“A recuperação no crescimento implica que a meta do défice de 1,5% do PIB é alcançável. Um crescimento mais forte, juntamente com o forte compromisso das autoridades em conter a despesa, deve permitir alcançar a meta de forma confortável”, afirma o FMI, defendendo que estas condições favoráveis criam “uma oportunidade auspiciosa para uma redução mais ambiciosa da dívida pública este ano”. Segundo o Programa de Estabilidade 2017-2021, o Governo prevê reduzir a dívida pública de 130,4% em 2016 até 109,4% em 2021.

De acordo com a instituição, “uma consolidação orçamental estrutural e duradoura continua a ser essencial para garantir a sustentabilidade das finanças públicas, numa altura em que é provável que as condições de financiamento se tornem menos positivas, à medida que os estímulos monetários comecem a ser, eventualmente, reduzidos”.

O FMI considera que a atividade económica ganhou força em 2017, devido ao “crescimento forte” do turismo, e aponta o aumento das exportações como outro sinal de recuperação.

No que diz respeito à estabilização da banca, o FMI fala num “progresso notável”, com os recentes aumentos de capital, mas entende que os bancos portugueses continuam a “enfrentar inúmeros desafios, como a fraca qualidade de ativos, fraca rentabilidade e 'almofadas' de capital limitadas”.

Por fim, o FMI defende reformas estruturais para impulsionar o investimento e a produtividade, para aumentar o crescimento potencial da economia no médio prazo, como “um mercado de trabalho mais flexível, onde os aumentos estão alinhados com a produtividade”, ou medidas para tornar os processos judiciais mais eficientes.