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Maioria dos portugueses prefere pagar com dinheiro

Autor: Redação

A maioria dos pagamentos em Portugal é feito a dinheiro. Esta é uma das principais conclusões a retirar do estudo “Custos sociais dos instrumentos de pagamento de retalho em Portugal”, que o Banco de Portugal (BdP) divulga esta segunda-feira (28 de janeiro de 2019).

“Em 2017, foram realizadas 5,6 mil milhões de operações de pagamento em Portugal pelos vários agentes económicos, tendo-se observado uma utilização dos instrumentos de retalho essencialmente concentrada no numerário e nos cartões de pagamento”, explica o BdP, acrescentando que estes instrumentos representaram 60% – seis em cada 10 portugueses – e 29%, respetivamente, do total de pagamentos efetuados nesse período.    

Segundo o Jornal de Negócios, que se apoia no estudo, seguiram-se os débitos diretos e as transferências a crédito, com o mesmo peso no total das operações de pagamento, 5%, ou 10% no conjunto. Já o cheque foi o instrumento de pagamento menos utilizado, representando 1% do total de pagamentos. Em média, desde 2015, a utilização desta ferramenta caiu 10% por ano. 

No que diz respeito ao montante das operações, “as transferências a crédito assumem uma posição de destaque no conjunto da economia”, conclui o BdP. Em 2017, esta ferramenta teve um peso de 82% no montante dos pagamentos concretizados, ascendendo a 1.234,7 mil milhões de euros. Um peso praticamente estável face a 2015, refere a publicação, acrescentando que os débitos diretos conseguiram um peso de 3% no valor dos pagamentos, o equivalente a 38,6 mil milhões de euros.