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Tirar a carta de condução pode custar entre 375 e 920 euros – Évora e Braga são as cidades mais caras

Lisboa e Matosinhos foram as localidades onde foi detetada maior disparidade de preços, chegando aos 300 euros.

Photo by Dan Gold on Unsplash
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Autor: Redação

Aprender a conduzir pode sair caro (ou barato) dependendo das regiões do país. O preço da carta de condução pode variar entre os 375 e os 920 euros – para quem passar à primeira nos exames, claro, e sem incluir atestado médico e material didático. A Associação para a Defesa do Consumidor – Deco analisou os custos em 200 escolas e concluiu que a diferença de preços pode mesmo chegar aos 545 euros.

Segundo o estudo, é em Évora e Braga onde foram encontrados os valores mais elevados, enquanto a zona da Grande Lisboa e no Funchal apresentam os preços mais baixos. Lisboa e Matosinhos foram as localidades onde foi detetada maior disparidade de preços, chegando aos 300 euros.

O atestado médico obrigatório para tirar a carta de condução pode ser passado por qualquer médico, mas algumas escolas oferecem este serviço.

“Das 200 escolas contactadas, 162 referiram que tinham um médico que dava consulta na escola ou indicaram um consultório a onde o candidato poderia deslocar-se, mas apenas 28 informaram que a consulta era gratuita ou que estava incluída no preço. Nas restantes 134, obter o atestado médico através da escola aumentava o valor em 10 a 50 euros, sendo o montante médio de 26,50 euros”, escreve a Deco Proteste.

Irregularidades nos Açores

Para tirar a carta, são necessárias aulas teóricas e práticas. No caso da categoria B, a lei determina um mínimo de 28 horas de aulas teóricas e 32 horas e 500 quilómetros de aulas práticas. “Para garantir o cumprimento das aulas práticas, o registo do número de horas e dos quilómetros percorridos é feito através de um equipamento certificado. Atualmente, este equipamento só é usado nas escolas do Continente”, refere a Deco.

Quanto às práticas, no continente e no Funchal também foi sempre mencionado um mínimo de horas e quilómetros, como a lei fixa, e todos negaram a possibilidade de fazer menos. Já nos Açores, a Deco detetou algumas irregularidades, tendo as escolas de condução Arrifes, Central e Ilha Verde, em Ponta Delgada, indicado menos horas que as exigidas.

“O caso mais grave verificou-se na Arrifes, que indicou 25 aulas de 45 minutos o que totaliza menos de 19 horas de condução. As restantes referiram menos quatro e oito horas, respetivamente, que as 32 obrigatórias. A escola Arrifes, bem como a Apostanobre, a Brisa do Mar e a Ilha Brava, estas na Ilha Terceira, informaram que o candidato não tinha de ter todas as aulas práticas para ir a exame e podia deixar algumas para usar, se reprovasse”, acrescenta ainda.

A Deco refere que, dependendo da zona do país e da escola, optar por um centro de exames público ou privado pode alterar o preço final. Mas há outras variáveis, como o tempo de espera pela marcação do exame e a possibilidade de a prova prática ser realizada num local mais ou menos conhecido. O ideal será pedir informações sobre os procedimentos das escolas antes de decidir.