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Governo vai dar até 4.800 euros a quem for viver e trabalhar para o interior

A medida insere-se no programa “Trabalhar no Interior”, que visa atrair população para esta região do país.

António da Silva Martins/Wikimedia Commons
António da Silva Martins/Wikimedia Commons
Autor: Redação

Quem estiver disposto a mudar-se para o interior do país para trabalhar, mas também os estudantes que ali iniciem a sua vida profissional, terão direito a um apoio do Governo que começa nos 2.600 e que pode ir até aos 4.800 euros. A medida insere-se no programa “Trabalhar no Interior” e pretende apoiar diretamente os trabalhadores que decidam mudar-se para zonas menos povoadas, desde que assinem um contrato de trabalho.

A linha de financiamento vai ser aberta até março deste ano, segundo a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, que esteve esta segunda-feira (3 de fevereiro) em Bragança, com o primeiro-ministro António Costa, a apresentar as medidas de incentivo à fixação de população no interior.

Além do apoio aos trabalhadores, o programa prevê medidas de apoio às empresas, que terão direito a uma majoração de 25% no apoio à criação de emprego para contratação de desempregados. Vão ser ainda criados 13 novos centros Qualifica no interior, que irão procurar flexibilizar as regras quanto aos cursos de formação que acontecem naquela região.

No lançamento do programa, António Costa sublinhou a ideia de que a "coesão é uma batalha" que é preciso travar dentro da própria fronteira, internamente. "A coesão territorial interna é uma condição indispensável para a criação de maior competitividade externa", disse, de acordo com a RTP.

Apoio em função do agregado familiar

A "linha vai ser aberta durante o primeiro trimestre de 2020, estará aberta em contínuo para quem se queira candidatar, e o pressuposto é precisamente esse: celebrar um novo contrato de trabalho no interior", disse a ministra em entrevista à TSF. Para Ana Mendes Godinho, o programa vem colmatar uma lacuna, mediante a "criação de medidas de discriminação positiva para atrair e fixar pessoas e trabalhadores nos territórios do interior, apoiando as pessoas e as empresas".

O apoio "dado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional", refere, será "até 4.800 euros por pessoa, e é um apoio dado numa fase inicial, para o arranque e instalação", e esta flutuação acontece "em função do agregado familiar, com uma majoração por cada elemento do agregado familiar" e "em função das despesas de instalação e transporte".