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Coronavírus faz soar os alarmes (também) na economia mundial

Fundo Monetário Internacional fala em “impacto económico nagativo” e Bruxelas teme fecho de fronteiras na Europa.

Gtres
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Autor: Redação

O surto do novo coronavírus – já morreram mais de 2.400 pessoas em todo o mundo, sobretudo na China – está a fazer soar todos os alarmes também na economia mundial. O Fundo Monetário Internacional (FMI) diz que o vírus Covid-19 coloca em risco a recuperação económica mundial e Bruxelas teme que o surto leve ao encerramento de fronteiras na Europa. As bolsas também estão a sentir os efeitos da epidemia. 

Acima de tudo, o vírus Covid-19 é uma tragédia humana, mas também tem impacto económico negativo. Relatei ao G20 que, mesmo no caso de rápida contenção do vírus, o crescimento na China e no resto do mundo seria afetado. Obviamente que todos esperamos uma recuperação rápida, mas, dada a incerteza, seria prudente prepararmo-nos para cenários mais adversos”, disse a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, citada pela Lusa.

Na declaração final da reunião dos ministros das Finanças e de governadores de bancos centrais do G20, que decorreu sábado e domingo em Riade, na Arábia Saudita, Kristalina Georgieva sublinhou que o surto do novo coronavírus interrompeu a atividade económica na China e poderá colocar em risco a sua recuperação.

Para a diretora-geral do FMI, é fundamental haver cooperação internacional para se conseguir conter o Covid-19, tanto ao nível do impacto humano, como económico. “Precisamos de trabalhar juntos para conter o Covid-19, especialmente se o surto se mostrar mais persistente e generalizado”, referiu, salientando que o FMI “está pronto para ajudar”, nomeadamente através do Fundo de Contenção e Ajuda em Catástrofes, para “fornecer subsídios para o alívio da dívida de membros mais pobres e vulneráveis".

Também a Comissão Europeia (CE) disse estar muito preocupada com a propagação do Covid-19, que já causou quatro mortos em Itália. Bruxelas teme, de resto, que pela vez seja necessário encerrar as fronteiras por motivos de saúde pública desde a entrada em vigor do espaço Schengen, em 1995. 

De acordo com o jornal espanhol El País, até agora, os controles nas fronteiras foram “testados” com a crise migratória na Europa, também conhecida como crise de refugiados na Europa, em 2015, mas nunca antes a livre circulação de pessoas se limitou a conter uma epidemia.

“Estamos a seguir a situação em Itália muito de perto”, disse a comissária de Saúde, Stella Kyriakides, citada pela publicação.

Bolsas europeias contaminadas

O aumento do número de contágios por coronavírus fora da China está também a preocupar os investidores na Europa. As bolsas estão a começar a semana em terreno bem negativo, com quebras de 4% na praça italiana, escreve o Dinheiro Vivo, sublinhando que o ouro volta a ser o refúgio dos investidores e está a negociar em máximos de sete anos. Já os títulos das companhias aéreas estão a deslizar mais de 5%. 

De acordo com a publicação, o principal índice italiano (FTSE MIB) está a cair mais de 4%, depois de esta manhã ter sido confirmada a quarta morte por coronavírus no país. Em Espanha, o índice IBEX 35 está a descer mais de 3%, a mesma quebra registada pelos índices DAX (Alemanha) e CAC 40 (França). O português PSI 20 começou a semana com uma quebra próxima dos 2%.