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Nem Carnaval, nem Páscoa: confinamento está a resultar e mantém-se durante o mês de março

O primeiro-ministro avisou que este “não é momento para começar a discutir desconfinamentos totais ou parciais”.

Primeiro-ministro, António Costa / Foto: João Bica em https://www.portugal.gov.pt/
Primeiro-ministro, António Costa / Foto: João Bica em https://www.portugal.gov.pt/
Autor: Lusa

O Governo renovou o estado de emergência por mais 15 dias e realçou que as medidas e restrições em vigor de combate à pandemia da Covid-19 são para continuar. O primeiro-ministro, António Costa, voltou a falar ao país esta quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021,  e assumiu que o atual nível de confinamento terá que ser mantido durante o mês de março de 2021, considerando ainda que este não é o momento de começar a “discutir desconfinamentos totais ou parciais”. E deixou o aviso: não há Carvanal nem Páscoa.

“Nós temos que manter o atual nível de confinamento, seguramente para os próximos 15 dias e que devemos assumi-lo realisticamente que o teremos que manter ainda durante o mês de março”, disse António Costa. Para o primeiro-ministro socialista, este “não é momento para começar a discutir desconfinamentos totais ou parciais”, mas sim para continuar “com toda a determinação” a fazer o que se tem feito nas últimas semanas porque a situação continua a ser extremamente grave.

António Costa deu um sinal positivo sobre o atual confinamento e reconheceu o “esforço cívico” dos portugueses, afirmando que está a produzir resultados, com uma “redução de novos casos”, que se traduz numa baixa significativa do risco de transmissibilidade, mas já veio avisar que este ano não há Carnaval nem Páscoa.

“Quanto à Páscoa já está fora deste período. Teremos tempo para ver. Agora uma coisa é certa, não haverá seguramente festejos de Carnaval e seguramente a Páscoa não será a Páscoa que nós conhecemos”, frisou, pedindo, mais de que uma vez, que perante a situação epidemiológica atual, as pessoas não se comecem a concentrar no desconfinamento, mas mantenham o foco “em cumprir de forma rigorosa”, como têm feito.

Relativamente às escolas e à retoma das aulas presenciais, Costa disse ser prematuro avançar com datas para a reabertura, assumindo, contudo, que o desconfinamento será feito de forma gradual. Ainda assim, frisou que “ é muito cedo para começarmos a especular sobre essa matéria".

Supermercados podem voltar a vender livros e materiais escolares

Os estabelecimentos que permanecem abertos, como supermercados e hipermercados, vão poder voltar a vender livros e materiais escolares, mantendo-se a proibição de venda em relação a outros bens não essenciais.

O anúncio foi feito na conferência de imprensa, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, após o Conselho de Ministros que aprovou o decreto que regulamenta o estado de emergência vigente até 1 de março e que mantém as restrições atuais.

António Costa explicou que "a regra é manter tudo exatamente como está" e portanto mantém-se proibida a venda de bens não essenciais, como roupas ou livros, com a exceção de livros e material escolares.

"A única exceção é a que resulta do decreto do senhor Presidente da República, que nos proibiu de proibir a venda de livros e material escolar nos estabelecimentos que se mantêm abertos, ou seja, nos supermercados e hipermercados", afirmou o primeiro-ministro.

Já produtos como mobiliário, decoração, produtos têxteis para o lar, jogos e brinquedos, artigos de desporto, campismo e viagens e artigos de vestuário, calçado bem como acessórios de moda continuam sem poderem ser vendidos.

Marcelo não quer "sinais errados para a Páscoa" para evitar retrocesso

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que também falou ao país esta quinta-feira, defendeu que o estado de emergência e o atual confinamento geral devem manter-se "março fora", sem "sinais errados para a Páscoa", para evitar um retrocesso na contenção da Covid-19 em Portugal.

"Temos de sair da primavera sem mais um verão e um outono ameaçados. Em vida, saúde, economia, sociedade. Temos de assegurar que a Páscoa, no início de abril, não será causa de mais uns meses de regresso ao que vivemos nestas semanas", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado apontou como metas até à Páscoa, que será no início de abril, reduzir o número de novos casos diários de infeção "para menos de dois mil", de modo a que "os internamentos e os cuidados intensivos desçam dos mais de cinco mil e mais de oitocentos agora para perto de um quarto desses valores".

Numa declaração a partir do Palácio de Belém, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa pediu que se procure uma estabilização "duradoura, sustentada, sem altos e baixos", colocando a propagação do vírus em "números europeus".

Sobre o futuro desconfinamento, advertiu: "Temos de, durante essas semanas, ir estudando como, depois da Páscoa, evitar que qualquer abertura seja um novo intervalo entre duas vagas".