Na União Europeia (UE), o aquecimento e o arrefecimento estão cada vez mais verdes. Em 2024, as energias renováveis já representaram 26,7% do total usado para manter casas e edifícios à temperatura certa – o valor mais alto desde que há registos, em 2004, quando essa fatia era de apenas 11,7%. Portugal posiciona-se no oitavo lugar, com 46,9% (menos 0,1 pontos percentuais face a 2023).
Segundo os dados do Eurostat, o crescimento face a 2023 foi menos acentuado (mais 0,5 pontos percentuais), ficando abaixo da média anual registada nas últimas duas décadas. Ainda assim, a tendência é clara: o consumo de energias renováveis continua a subir, sobretudo graças à biomassa e às bombas de calor, que têm ganho cada vez mais espaço.
Esta evolução não acontece por acaso. A nova diretiva europeia sobre energias renováveis, aprovada em outubro de 2023, obriga cada país da UE a acelerar o ritmo. Entre 2021 e 2025, era necessário aumentar a quota média anual em pelo menos 0,8% e, a partir de 2026, esse esforço terá que subir para 1,1% ao ano. No conjunto da UE, a média já cresceu 0,93% entre 2021 e 2024.
Quando olhamos para o mapa europeu, a Suécia lidera destacada, com quase 68% de energia renovável no aquecimento e arrefecimento. Seguem-se a Finlândia (62,6%) e a Letónia (61,8%). No outro extremo estão a Irlanda (7,9%), os Países Baixos e a Bélgica, ambos com pouco mais de 11%.
Em relação ao ano anterior, 16 países melhoraram os seus números em 2024, com destaque para Malta, Luxemburgo e Dinamarca. Já a Estónia, a Grécia e a Bulgária registaram as maiores quebras. Um retrato desigual, mas que mostra que a transição energética, mesmo com avanços e recuos, está longe de abrandar.
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