Fidelidade garante que BdP não perde sinal de 57 milhões na nova sede

Seguradora diz que valor será considerado no negócio. BdP decidiu comprar apenas um prédio ao invés de dois em Entrecampos.
Álvaro Santos Pereira
Álvaro Santos Pereira, Governador do Banco de Portugal Getty images

O Banco de Portugal (BdP) não vai perder o sinal de 57 milhões de euros que pagou à Fidelidade no ano passado, apesar de ter decidido mudar o projeto da nova sede em Entrecampos. Em vez de dois edifícios, o regulador vai agora concentrar‑se na compra de um único imóvel de maior dimensão, mas a seguradora confirma que o contrato será apenas ajustado e que o montante já entregue continuará a ser considerado no negócio.

Segundo o Público, a seguradora esclareceu que não houve desistência da transação, apenas “substituição do objeto da mesma”, pelo que se mantém “em vigor a transação inicialmente estabelecida, incluindo o sinal pago”. Em 2023, ainda com Mário Centeno à frente do banco central, o BdP tinha acordado a compra das estruturas dos edifícios A2 e A3, por 192 milhões de euros, para ali concentrar serviços dispersos por quatro edifícios em Lisboa. Pagou então um sinal de 57 milhões de euros, com a cláusula de que o perderia caso desistisse. 

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No entanto, o atual governador, Álvaro Santos Pereira, anunciou no Parlamento que a instituição prefere agora adquirir apenas o edifício A1, de maior capacidade, por 165 milhões de euros, com um custo estimado de acabamentos entre 53 e 62 milhões. O BdP argumenta que esta alteração permitirá uma poupança total entre 35 e 40 milhões de euros face ao plano inicial, embora admita que o calendário possa atrasar.

A assinatura do aditamento ao contrato‑promessa compra e venda (CPCV) deverá ocorrer nos próximos meses – idealmente em outubro – e a entrega do novo edifício só é esperada em 2028, seguindo‑se a fase de acabamentos e mudança de serviços, recorda o jornal.

Ainda assim, o governador do BdP justificou a revisão do projeto com a experiência entretanto ganha na utilização de um edifício em open space nas imediações (o antigo Marconi, na Avenida Álvaro Pais) e com a intenção de deslocar mais de uma centena de trabalhadores para delegações regionais, reduzindo a pressão sobre Lisboa.

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