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Ex-secretário de Estado de Passos Coelho recebe 30 mil euros por mês do BdP para vender Novo Banco

Sérgio Monteiro fotografado pelo Público
Autor: Redação

Sérgio Monteiro, ex-secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações do Governo de Passos Coelho, vai receber 30 mil euros por mês do Banco de Portugal para vender o Novo Banco. O ex-governante, que liderou a polémica privatização da TAP, assinou um contrato de 12 meses com o Fundo de Resolução, lhe vai pagar um total 250 mil euros brutos, depois da anterior tentativa falhada para vender o antigo BES. 

O Público conta que as condições do contrato de prestação de serviços assinado entre Sérgio Monteiro e o Fundo de Resolução, veículo público gerido pelo Banco de Portugal, foram aprovadas esta semana pelo conselho de administração liderado por Carlos Costa. 

O jornal escreve ainda que, de acordo com o contrato de trabalho, Sérgio Monteiro dispõe de 12 meses, a contar de 1 de novembro de 2015, para finalizar a alienação do banco liderado por Eduardo Stock da Cunha, 

Antes de integrar o executivo de Pedro Passos Coelho, Sérgio Monteiro (licenciado em Organização e Gestão de Empresas pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra), estava na Caixa-Banco de Investimento, do grupo Caixa Geral de Depósitos,  onde era  administrador executivo, e que o dispensou em regime de prestação de serviços.   

Nas suas novas funções, Sérgio Monteiro vai auferir o mesmo vencimento que recebia na Caixa BI, e que consta da declaração de rendimentos depositada no Tribunal de Contas quando foi nomeado  secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

Carlos Costa, citado pelo diário, justifica a contratação com a “complexidade” e pelos “desafios associados ao processo de venda do Novo Banco”.

O governador do Banco de Portugal argumentou ainda que houve necessidade “de encontrar um responsável de reconhecido mérito e elevada experiência em operações desta natureza que pudesse assegurar a coordenação e gestão de toda a operação, incluindo o acompanhamento do programa de transformação a implementar pelo Novo Banco, que é condição essencial” de êxito.

Por sua vez, em declarações à comunicação social, Monteiro alegou que “a realidade é o que é, e por isso venho animado com as novas funções. Sobretudo, é regressar a tudo aquilo que fiz durante a minha vida. Eu disse sempre que a minha missão em serviço público em funções políticas era desta legislatura”. “Fui sempre da área financeira e agora regresso à área financeira”, referiu.