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Novo Banco vai deixar de financiar negócios com exposição imobiliária

Autor: Redação

A pesada herança do antigo BES foi responsável por cerca de 60% dos mais de 980 milhões de euros de prejuízos que o Novo Banco registou em 2015, segundo a atual administração. Em causa estão imparidades e provisões de quase 600 milhões provocadas por "grandes exposições de crédito", de "créditos internacionais", de financiamento de "posições acionistas com relevância" e de "negócio de exposição imobiliária". O Novo Banco garante agora que não voltará a fazer grandes créditos e negócios de especulação imobiliária.

"Isto era o que existia e que nós não queremos voltar a fazer", sintetizou, citado pelo Jornal de Negócios, Vítor Fernandes, administrador da instituição, na apresentação de resultados de 2015 do Novo Banco.

As imparidades e provisões para as 50 maiores exposições de risco e para os imóveis herdados de financiamentos em incumprimento totalizaram 592 milhões, resume o diário, desta vez citando Eduardo Stock da Cunha, presidente do banco de transição. "São quase 600 milhões que atribuímos ao legado vindo do BES".

Mas a herança do BES, tal como explica o jornal, custou ainda mais 172 milhões em juros que tinham sido contabilizados e que tiveram de ser anulados porque, em vários casos, foram pagos com recurso a novos financiamentos. No total, o legado do banco "mau" retirou 764 milhões aos resultados do Novo Banco, sendo responsável por 78% dos prejuízos de 2015.  

As práticas que existiam no BES vão continuar a penalizar as contas da instituição ainda este ano, admitiu o presidente do Novo Banco, sem querer avançar com dados.