Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

IRS 2018: dois novos escalões beneficiam salários até 3.200 euros

Gtres
Gtres
Autor: Redação

É oficial. O número de escalões de IRS vai aumentar de cinco para sete. O Orçamento do Estado para 2018 (OE2018) prevê a criação de dois novos escalões, com desdobramento do segundo e do terceiro. Na prática, as alterações vão beneficiar os salários brutos até 3.200 euros, aliviando, assim, a fatura fiscal de muitas famílias portuguesas.

O desdobramento do segundo e terceiro escalão, com novas taxas de 23% e de 35%, abrangerá cerca de 1,6 milhões de contribuintes, escreve o Jornal Económico. A medida beneficiará os contribuintes com salários brutos até aos 3.200 euros, mas ainda assim quem vai beneficiar da poupança máxima são os salários que oscilam entre os 2.300 e os 2.600 euros por mês. Quem estiver neste patamar salarial vai conseguir uma poupança de 293 euros, ou seja, 21 euros em cada um dos 14 meses.

Os novos escalões constam da proposta do OE2018, entregue na sexta-feira na Assembleia da República. De acordo com o Executivo de António Costa, as alterações vão garantir um poupança anual máxima de 293 euros para contribuintes com salários brutos até 3.200 euros. Segundo a publicação, o alívio fiscal será semelhante para as famílias com e sem filhos, sendo que o mesmo acontecerá para os contribuintes casados com tributação separada ou conjunta.

Ainda assim, o impacto das medidas só vai começar a sentir-se em 2019, altura em que os contribuintes “acertam contas” com o Fisco relativamente aos rendimentos de 2018.

Recibos verdes pagam mais ou menos IRS?

Os trabalhadores independentes também vão sentir um alívio de impostos, mas há quem possa ficar a perder, dizem os fiscalistas. Isto porque as mudanças no regime simplificado só vão ter impacto nos rendimentos mensais acima dos 1.600 euros. Ainda assim, Mário Centeno defende que a medida não vai penalizar os rendimentos mais altos, garantindo que os recibos verdes não saem a perder.

No regime simplificado, explica o jornal ECO, o Fisco assume que 25% do rendimento dos recibos verdes é despesa, incidindo imposto sobre os restantes 75% (os coeficientes variam para outras situações). O que significava que num rendimento de 20.000 euros, 5.000 (75%) seriam então considerados despesa. Mas com as mudanças tudo muda. Será preciso apresentar faturas que cubram a diferença entre 4.104 e 5.000 euros para poder beneficiar deste último valor.

Uma fonte oficial, citada pela publicação, revela que todas as faturas são admitidas, desde que relacionadas com a atividade. O contribuinte não poderá, porém, usar as mesmas faturas na categoria de despesas gerais familiares.

Assim, e de acordo com a mesma fonte, ninguém sai a perder desde que peça número de contribuinte nas faturas relacionadas com a sua atividade – o que no seu entendimento, não será difícil alcançar.