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Aumento dos impostos penalizou salários mais baixos

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Autor: Redação

O aumento da carga fiscal em Portugal sobre os rendimentos do trabalho, entre 2013 e 2017, penalizou sobretudo os trabalhadores com salários mais baixos – ainda que a subida tenha sido mais ligeira do que noutros Estados-membros. Em causa está um relatório de Bruxelas sobre o emprego, que coloca Portugal entre os países com pior desempenho na redução do risco de pobreza.

“O aumento da carga fiscal foi menos pronunciado, mas afetou especialmente os trabalhadores com rendimentos mais baixos na República Checa, na Eslovénia e em Portugal”, lê-se no Relatório Conjunto sobre o Emprego da Comissão e do Conselho, citado pelo Dinheiro Vivo, e que vai ser discutido em Bruxelas.

É dado como exemplo a carga fiscal para um trabalhador solteiro sem filhos que tem um rendimento que corresponde a 67% do salário médio, e cuja carga fiscal em Portugal atingiu 36,6% em 2017. Trata-se do valor mais elevado da série da Comissão Europeia, que começa em 2001.

Portugal não está entre o grupo de países que apresentam um peso maior dos impostos, mas está incluído num grupo de seis países que apresentam deficiências na capacidade de reduzir o risco de pobreza através dos apoios sociais, de acordo com a versão final do Relatório Conjunto sobre o Emprego.

“Bulgária, Grécia, Itália, Letónia, Portugal e Roménia enfrentam uma ‘situação crítica’ quando se trata da capacidade de reduzir o risco de pobreza através das transferências sociais”, lê-se no documento. Ainda assim, o país é apontado como tendo o “melhor desempenho” no indicador referente ao acesso das crianças com menos de três anos a creches.