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Gasolina sobe (mas pouco) e gasóleo mantém-se na semana anterior à greve

chuttersnap/Unsplash
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Autor: Redação

Na semana que antecede a greve dos motoristas agendada para 12 de agosto por tempo indeterminado – e que antecipa uma “corrida” às bombas de combustíveis para atestar o depósito do carro –, os preços vão manter-se estáveis: o gasóleo não vai sofrer “mexidas” e a gasolina vai aumentar meio cêntimo. O sindicato dos motoristas vai reunir-se esta segunda-feira, 5 de agosto de 2019, com o Governo – mas sem a presença da ANTRAM -, onde serão apresentadas propostas para “evitar a greve”.

Num momento em que se avizinha o estado de “alerta energético” no país, o preço dos combustíveis não deverá disparar. De acordo com os dados da Direção Geral de Energia e Geologia, o preço da gasolina 95 sobe para 1,521 euros por litro, ao passo que o gasóleo simples “fica na mesma” – isto é, nos 1,350 euros por litro.

Patrões e sindicatos (ainda) sem consensos

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) deverá reunir-se esta segunda-feira com o Ministério das Infraestruturas e da Habitação, mas sem a ANTRAM – Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias, que se recusa a negociar com os sindicatos se estes não levantarem o aviso prévio de greve para 12 de agosto.

Pedro Pardal Henriques, porta-voz do SNMMP, disse à Lusa que a reunião foi pedida pelo seu sindicato e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) "para apresentar propostas no sentido de evitar a greve", adiantando que se “a ANTRAM não estiver presente como já disse que não ia estar, a reunião não poderá produzir grandes resultados”. A proposta, segundo Pardal Henriques, passa por aumentar o salário base dos motoristas para mil euros até 2025, com indexação ao crescimento do salário mínimo nacional.

Se a paralisação avançar, e as partes não chegarem a acordo, as consequências da greve serão mais graves, uma vez que, além dos combustíveis, vai afetar o abastecimento às grandes superfícies, à indústria e aos serviços, que podem deixar as prateleiras dos supermercados vazias.