O primeiro-ministro António Costa garantiu aos autarcas de Almada, Barreiro e Seixal que o Governo está empenhado em fazer avançar projetos, que podem representar um investimento superior a 1,7 mil milhões de euros e para os quais já há manifestações de interesse.
Em causa estão projetos nos antigos terrenos da Lisnave, Quimiparque e Siderurgia Nacional. Investimentos como a Cidade da Água na Margueira (Almada), o novo terminal de contentores do Barreiro ou a instalação de novas indústrias no Seixal dependem ainda de questões administrativas, decisões políticas e resolução de passivos ambientais, escreve o Jornal de Negócios.
Segundo a publicação, os autarcas obtiveram garantias que visam a concretização dos projetos, promovidos agora sob a marca Lisbon South Bay pela Baía do Tejo, empresa do universo Parpública.
Os três autarcas têm reclamado maior celeridade, até por estarem em causa investimentos que, no total, podem ultrapassar os 1,7 mil milhões de euros na região e para os quais já há interessados. As razões para a demora diferem em cada um dos concelhos.
No caso de Almada, o projeto Cidade da Água, nos terrenos da antiga Lisnave, está aprovado desde 2009 e representará um investimento da ordem dos 1,2 mil milhões de euros. Três investidores – um americano, um chinês e um britânico – já fizeram mesmo chegar cartas de intenção à Baía do Tejo. Mas problemas administrativos, nomeadamente quanto à titularidade dos terrenos, que está há três anos por resolver, têm atrasado o processo.
Joaquim Judas, presidente da Câmara de Almada, disse acreditar que haverá “acordo de princípio para passar para a Baía do Tejo até ao final deste ano”. Após este passo, faltará definir o modelo e lançar o concurso.
No Barreiro, o autarca Carlos Humberto espera que sejam dados passos no próximo ano relativamente ao novo terminal de contentores. O Governo tem feito depender o projeto da conclusão dos estudos que viabilizem a infraestrutura, bem como da existência de investidores interessados. Neste momento, falta que a Administração do Porto de Lisboa (APL) entregue os estudos à Agência Portuguesa do Ambiente para esta se pronuncie, refere o Negócios.
O terminal, que será instalado em terrenos conquistados ao rio, funcionará como investimento âncora para que outras empresas se possam instalar nos 300 hectares de terreno da Baía do Tejo na antiga CUF.
No Seixal, o principal problema é a descontaminação. Joaquim Santos, presidente da autarquia, diz que são precisos 50 milhões de euros para resolver o passivo ambiental em terra (mais 40 milhões na água). “Já foram executados 13 milhões e em 2017 serão mais seis – faltam 30 milhões”, referiu, sublinhando que “ainda não se chegou a metade do caminho”.
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