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Casa Ferreirinha no Porto convertida em 20 apartamentos de luxo

RUI DUARTE SILVA @Expresso
RUI DUARTE SILVA @Expresso
Autor: Redação

A antiga casa de praia da "mãe" do vinho do Porto, Dona Antónia Ferreira, vai ser transformada num empreendimento residencial. O imóvel, localizado na Foz Velha, do Porto, está em vias de entrar em obras para ser convertido em 20 apartamenos T1 e T2, pela mão do grupo Omega. A empresa, com negócios na área da engenharia e do imobiliário, conta atualmente com uma carteira de 51 projetos, 14 dos quais são investimentos do grupo, sobretudo na Área Metropolitana do Porto, no valor de 33 milhões de euros.

“É a antiga casa de praia da Dona Antónia Ferreira", adianta José Carvalho, administrador do grupo Omega, ao Expresso, frisando que na sua empresa ·a Foz e a reabilitação é um dos focos de atividade, por acreditarem que o mercado imobiliário nesta zona do Porto “é mais estável do que na Baixa da cidade”. “Aqui, as pessoas compram casa para residir. Na baixa, o interesse está mais no investimento”, comenta.

Fundada com o irmão Manuel, em 1986, a Omega avançou naturalmente para outras áreas e entrou no imobiliário, onde atua, agora com outros sócios, através da RealPlano e da Endless Numbers.

O atual portfólio inclui, segundo o jornal, obras de reabilitação urbana, construções novas em velhas ruínas e empreendimentos lançados de raiz no segmento residencial, mas também um hotel de 70 quartos que avança em parceria com a Lucios, na Praça de Carlos Alberto.

Universo Omega: habitação para jovens, classe média e casas de luxo

Entre as frentes de obras que vai lançar no curto prazo (abril/junho), há um projeto de 16 apartamentos de tipologias T1 e T2 no campus universitário da Asprela, a pensar em jovens estudantes, a construção de quatro moradias de luxo na Foz Velha ou a transformação de um ilha degradada, em Nevogilde, em cinco apartamentos para o segmento alto, com preços na ordem de um milhão de euros.

Em Ramalde, dá ainda a conhecer o Expresso, a Omega tem outro um projeto para lançar um empreendimento na zona industrial, junto ao metro, com 64 apartamentos destinados à classe média, “uma oferta que o Porto, neste momento, não tem porque desde 2010 deixamos de construir casas para as famílias morarem e a dinâmica do imobiliário tem sido muito puxada pela casas de luxo, para investidores internacionais, e pelo alojamento local”, sublinha. E a procura, neste caso, “é de jovens casais, às vezes com um filho, como era há 10 anos atrás”, segundo acrescenta o empresário.

“Apostamos aqui a pensar na classe média porque percebemos que a valorização imobiliária em algumas zonas do Porto, como esta, é ainda inferior à de Matosinhos, por exemplo”, diz.

No currículo tem mais de 30 anos de experiência no mercado, tempo suficiente para aprender que neste setor “os investimentos têm muita inércia” porque entre a tomada de decisão de compra de um terreno e a fase final de comercialização de um empreendimentos decorrem uns seis anos. “Já ganhei e já perdi muito dinheiro”, até porque este é um setor é frágil, de ciclos”, diz José Carvalho.