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Uma das mais antigas quintas do Douro renasce com investimento alemão de 12 milhões

Quinta do Convento de São Pedro das Águias, Vale do Távora, em Tabuaço. / Christoph Kranemann
Quinta do Convento de São Pedro das Águias, Vale do Távora, em Tabuaço. / Christoph Kranemann
Autor: Redação

Christoph Kranemann, um cirurgião enófilo alemão radicado no Canadá e casado com uma portuguesa, descobriu a Quinta do Convento de São Pedro das Águias em 2018 e ficou rendido. Encontrando ali "a conjugação perfeita das suas paixões: vinho, geologia, história e arquitetura" decidiu avançar com um projeto vitivinícola e de enoturismo, que implica um investimento inicial de 12 milhões de euros.

Localizada no Vale do Távora, em Tabuaço, esta é uma das quintas mais antigas do Douro e foi adquirida por Christoph Kranemann. Ali vai nascero o Kranemann Wine Estates, um empreendimento focado nos vinhos de Denominação de Origem Controlada (DOC) Douro e no Vinho do Porto.

"Este projeto representa, numa primeira fase, um investimento de 12 milhões de euros, para aposta em vinhos DOC Douro, Porto e enoturismo, dinamizando a economia local e criando, pelo menos, 50 empregos diretos", refere o promotor uma nota de imprensa, citada pela Lusa.

Os primeiros vinhos da quinta "acabam de ser lançados no mercado e, em breve, avançará a recuperação do mítico Convento de São Pedro das Águias", construído no século XII e que será valorizado enquanto unidade hoteleira, que terá 25 quartos, acrescenta.

Encantos do Douro destronam Austrália 

Depois de ter considerado estabelecer-se na Austrália enquanto produtor, Christoph Kranemann começou a visitar Portugal em 2004, quando conheceu a sua mulher, e a descobrir os vinhos e as castas locais - antes do Douro, teve uma pequena experiência vitícola no Dão.

Com 150 hectares, a agora comprada Quinta do Convento de São Pedro das Águias, nos últimos 50 anos, esteve essencialmente dedicada à produção de vinhos. Os 27 hectares de vinha foram plantados nos anos 70 do século passado e partilham espaço com cinco mil oliveiras, árvores de fruto e floresta.

Durante a sua história, segundo conta a agência de notícias, a quinta já teve proprietários tanto portugueses como estrangeiros: a família Macedo e Pinto, os franceses Paul Vranken e Mauricette Mordant, Patrick Landanger (construtor da moderna adega hoje existente) e os canadianos do Grupo Colt.