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Invest&Co gere 450 milhões de euros de investimento em cinco projetos na região do Porto

A par do Jardins da Efanor, a empresa está a promover duas unidades hoteleiras e dois supermercados.

Jardins da Efanor / Invest&Co
Jardins da Efanor / Invest&Co
Autor: Elisabete Soares (colaborador do idealista news)

Nasceu em 2018 para levar a cabo o empreendimento Jardins da Efanor, em Matosinhos, designado como a primeira 'Edge City' em Portugal, por ser atualmente o maior projeto imobiliário em desenvolvimento no país. Falamos da Invest&Co, empresa especializada na gestão e promoção de ativos, que, entretanto, já cresceu e conta com um conjunto de outros projetos imobiliários em desenvolvimento. No total, somam uma área em gestão de 250 mil (m2).

Em entrevista ao idealista/news, Pedro Barros Rolo, partner da Invest&Co, levanta um pouco o véu sobre alguns dos futuros projetos imobiliários, que incluem duas unidades hoteleiras e dois supermercados, e juntamente com os Jardins da Efanor, “significam 450 milhões de euros de investimento”.

Argumentando que os novos projetos se encontram ainda numa fase inicial de promoção e de licenciamento, o responsável escusa-se a dar mais detalhes, apontando apenas que se localizam na região do Porto.

Gerar um serviço especializado para os investidores

Criada com o objetivo de gerar um serviço especializado para os investidores, no segmento do real estate, a Invest&Co atua em “negócios de ciclo fechado, desde a aquisição do terreno, escolha dos investidores, e depois no desenvolvimento de todo o projeto, até à venda final”, explica Pedro Barros Rolo.

Uma situação visível num dos novos projetos hoteleiros em desenvolvimento na cidade do Porto, que incluiu a aquisição dos imóveis, negociação e transferência dos inquilinos para outras habitações que estão a ser reconvertidas e remodeladas para o efeito, para em seguida avançarem com a concretização do novo projeto.

Jardins da Efanor pede alteração do loteamento

O empreendimento Jardins da Efanor é, no entanto, neste momento a maior aposta da Invest&Co, tendo em conta que representa 250 milhões de euros de investimento.

Este projeto de 105.000 metros quadrados (m2), que a sociedade Grandavenue 72 - detida pelo empresário português Pedro Couto, da Telhabel, e pelos investidores internacionais Gonzalo Alvargonzalez Figaredo (espanhol) e Daniel Klein (suíço) – está a desenvolver no antigo loteamento da Efanor, comprado à Sonae Capital, tem prevista a construção de 10 edifícios, com uma componente residencial e de serviços e hotelaria.

Ao idealista/news, Pedro Barros Rolo refere que o loteamento aprovado para os Jardins da Efanor está em “fase de pedido de revisão”, considerando que, nesta altura, já não faz sentido avançar com um projeto 100% residencial.

O objetivo, segundo o gestor, é agora transformar parte dos lotes previstos para habitação em projetos de “senior house e student house, escritórios e de uma unidade hoteleira”. A componente residencial passa a deter um peso de 60%, num total de 400 apartamentos, enquanto a vertente terciária sobe para os 40%.

O empreendimento tem ainda prevista uma unidade hoteleira, que ficará localizada no lote de entrada, junto à Avenida Manuel Pinto de Azevedo e próximo da entrada do Colégio Efanor.

Savills selecionada para escolher parceiros

A Savills Portugal foi a consultora escolhida para selecionar os operadores interessados em desenvolver e fazer a gestão dos projetos sénior house e student house que estão previstos no novo loteamento, agora em aprovação na autarquia de Matosinhos.

De acordo com o responsável, as negociações com os interessados estão a avançar e no primeiro semestre estarão em condições de avançar com os projetos.

“O objetivo é transformar um dos lotes – o lote 4 – em dois sublotes, cada um com áreas de 10 a 15 mil m2 de construção”, que serão afetos aos projetos sénior e para a residência de estudantes. No caso do projeto sénior house, a ideia é promover “um empreendimento de 500 camas, destinadas a uma gama de clientes alta”, diz.

Pedro Barros Rolo destaca ainda que o objetivo é tornar este espaço “num local privilegiado de coworking e coliving”, tendo em conta a sua proximidade de equipamentos de saúde (CUF), de ensino (Colégio Efanor e Oporto Business School) e comercial (NorteShopping).

Por outro lado, garante que o desenvolvimento dos Jardins da Efanor respeita o facto de que este projeto ter feito parte do legado de família de Belmiro de Azevedo, assegurando que “todas as decisões têm sido coordenadas em conjunto com a família”.

E salienta que avançaram com um estudo de mobilidade de tráfego desta zona – cuja entrada principal é feita pela Av. Manuel Pinto de Azevedo -, ainda que não estivessem a isso obrigados, por considerar que poderá ser uma mais valia para ajudar a resolver o problema do trânsito nas vias que circulam o NorteShopping.

Cerca de 90% das casas vendidas a famílias nacionais

Em fase final de construção encontra-se o primeiro edifício de habitação, constituído por 60 frações e que tem, neste momento, “mais de 40 dos apartamentos vendidos”.

“Temos alguns clientes brasileiros e espanhóis, mas cerca de 90% são famílias portuguesas, algumas que têm os filhos no Colégio Efanor”, revela. Estes apartamentos, sobretudo T3 e T4, correspondem ao Edifício Delfim Pereira da Costa, iniciado em final de 2009 e que estava integrado no condomínio residencial Efanor - um projeto do grupo Sonae que previa a construção no total de 700 frações, mas que ficou inacabado por causa da crise, e que está a ser terminado agora pelos novos investidores.

Ainda no primeiro semestre deste ano está previsto o avanço da construção de mais um dos lotes de habitação, no total de 24 apartamentos, de tipologias T0 e T1.

No pedido de alteração do loteamento, está prevista também a mudança de posicionamento dos edifícios de habitação, de forma a tirarem partido do magnifico jardim que se desenvolve no interior do empreendimento, estando a construção quase concluída.

Ocupando uma área no total de cerca de 15 mil metros quadrados de zona verde, esta zona recebeu “mais um milhão de euros na sua recuperação”, indica o gestor

Prevista está ainda a afetação de parte dos jardins para o projeto de residência sénior, estando também em estudo a separação entre os espaços destinados ao residencial e às restantes valências.