Um ano depois de ter comunicado que pagou 30 milhões de euros à Sonae Capital para ficar com a Prédios Privados, a Grandavenue 72 revela agora o projeto imobiliário que pretende desenvolver no chamado loteamento da Efanor: até 2025, a sociedade liderada por Pedro Couto, da Telhabel – que inclui também os investidores Gonzalo Alvargonzalez Figaredo (espanhol) e Daniel Klein (suíço) quer ali construir uma cidade, dentro da cidade de Matosinhos. Para isso compromete-se a investir 250 milhões de euros, na totalidade.
Este novo projeto de 105.000 metros quadrados (m2) - que contempla 10 edifícios, em que 60% da área será direcionada ao segmento residencial com 400 apartamentos e 40% ao setor terciário, estando também prevista a construção de uma unidade hoteleira - visa dar utilização a uma extensa área abandonada, situada junto ao NorteShopping, para onde o falecido líder da Sonae, Belmiro de Azevedo, chegou a idealizar um complexo imobiliário que foi congelado nos anos de crise.naquela que designa a primeira Edge City
Aquela que se designa como primeira Edge City de Portugal “é seguramente o maior projeto imobiliário em curso no Norte e talvez no País e queremos que os Jardins Efanor sejam um espaço privilegiado de coliving e coworking, seguindo as novas tendências de urbanismo, enquanto espaço moderno com acesso a todo o tipo de valências, desde a residência, trabalho, saúde, o shopping, a educação, o hipermercado”, refere Pedro Barros Rolo, partner da Invest&Co, empresa responsável pela coordenação do projeto.
Metade do Edifício Delfim Pereira da Costa já está reservado
O mega projeto Jardins Efanor, segundo é contado por esta empresa em comunicado, encontra-se em fase de pré-venda, estando já 50% dos imóveis reservados. Até final do primeiro trimestre de 2020, estarão disponíveis mais de 60 apartamentos tipologia T3 e T4.
Estes primeiros 62 apartamentos, tal como avançou o idealista/newsem agosto, correspondem ao Edifício Delfim Pereira da Costa, iniciado em final de 2009 e que estava integrado no condomínio residencial Efanor - um projeto da Sonae que previa a construção de 700 frações, mas que ficou inacabado por causa da crise.
Além de manter a designação - dada em homenagem ao empresário fundador da Empresa Fabril do Norte (Efanor), que a Telhabel decidiu manter - o Edifício Delfim Pereira da Costa mantém também o projeto de arquitetura da autoria de Alcino Soutinho, que faleceu a 24 de novembro de 2013.
O edifício, de r/chão e quatro pisos, com quatro entradas independentes, apresenta agora “várias propostas de habitação”. “Desde os T0, T2, T3 – com áreas de 156 m2 (exemplo de fração no piso 3, bloco B) – e T4 – com 196 m2 (piso 3, bloco A) –, algumas com um micro-office, ou em duplex, com piscina e terraço, na cobertura”, destaca a brochura atual.
Os preços das frações vão desde os 476 mil euros, no caso dos T3, e dos 599 mil euros, no caso dos T4, apresentando preços médios de cerca de 3.000 euros por m2 (300.000 euros por 100 m2).





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