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Unilabs investe em novo laboratório de análises clínicas na renovada Zona Empresarial do Porto

O edifício tem uma área de 2.300 m2, mas o projeto permite o alargamento para os edifícios adjacentes. Isto pode acontecer ainda em 2020.

Unilabs
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Autor: Elisabete Soares (colaborador do idealista news)

A Unilabs Portugal tem em operação um novo laboratório de análises clínicas, localizado na Zona Empresarial do Porto (ZEP). O edifício apresenta uma área de construção de 2.300 metros quadrados (m2) e prevê uma área de expansão que pode concretizar-se ainda este ano. A operação do novo laboratório de análises clínicas começou no início no segundo semestre de 2019.

O edifício da Unilabs fica localizado na Rua Manuel Pinto de Azevedo, uma das artérias da ZEP que nos últimos anos tem recebido um conjunto significativo de empresas e novos serviços, estando atualmente totalmente renovada e em forte expansão.

Layout do projeto pensado para expansão do edifício

O projeto de arquitetura foi desenvolvido e coordenado pela MVCC - Mercês Vieira e Camilo Cortesão, Arquitetos, Lda., gabinete sediado no Porto, que acompanhou o processo desde a fase inicial até à conclusão da obra.

Miguel Cabral, arquiteto responsável pelo projeto, explicou ao idealista/news que o novo edifício surge com a renovação integral da volumetria de um edifício existente. Assim, nas suas palavras, “o projeto procura uma imagem depurada e simples, fazendo contrastar as fachadas mais resguardadas em ETICS (External Thermal Insulation Composite System, um sistema de isolamento térmico pelo exterior também conhecido como capoto), de cor escura, com as mais visíveis do arruamento em policarbonato branco translúcido”.

O responsável acrescenta que “os vãos expostos ou ocultos pelo policarbonato refletem usos distintos do interior, com os primeiros dedicados a espaços de apoio e uso indiferenciado e os outros às áreas laboratoriais propriamente ditas”, destacando que “o layout do projeto foi concebido para que o programa pudesse evoluir, aumentando as atuais valências e alargando os seus limites aos edifícios vagos adjacentes, o que se prevê poder vir a acontecer ainda durante o ano de 2020”.

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Atendimento ao público e posto de colheita

O edifício da Unilabs contempla uma área de receção e espaço de colheita que correspondem aos únicos locais de acesso público, com entrada pelo espaço exterior ajardinado defronte à fachada principal onde tem instalada uma rampa de acesso para pessoas de mobilidade condicionada.

A “anulação das barreiras arquitetónicas foi uma preocupação”, indica o projetista, frisando que “o projeto reúne e organiza as várias instalações de análise e diagnóstico em dois andares, conjuntamente com outras atividades clínicas e não-clínicas, interligando-os através de dois núcleos de comunicações verticais, um deles com elevador para transporte de trolleys de amostras e pessoas de mobilidade reduzida”.

Os distintos espaços e usos exigem também diferentes condições de trabalho em termos de iluminação, desempenho acústico, temperatura e estanquicidade do ar, bem como de proteção biológica das salas, em alguns casos.

A seleção de materiais adequados a cada utilização exigiu um cuidado especial para atender a estas medidas, de forma a equilibrar o conforto, a manutenção e os requisitos técnicos, para um resultado limpo e duradouro.

Espaço de logradouro para entrega e recolha de amostras

O edifício é complementado por um espaço de logradouro, parcialmente coberto no tardoz do edifício, dedicado ao acesso e aparcamento - com sistema para carregamento de veículos elétricos – das carrinhas de transporte das amostras de produto biológico, para triagem prévia em zona dedicada e posterior análise nos diversos espaços laboratoriais.

De acordo com a explicação do arquiteto, este espaço exterior alberga ainda os compartimentos técnicos dedicados à alimentação e produção de energia, ao ar comprimido e aos gases medicinais. Já nas coberturas foram instalados os equipamentos de climatização e ventilação, os painéis solares para aquecimento de águas sanitárias e a pré-instalação de painéis fotovoltaicos para produção de energia elétrica, exponenciando a sustentabilidade do edifício.