Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Nokia escolhe Portugal para criar centro de serviços globais que vai servir o mundo

Localizado na Amadora, o projeto da tecnológica implica um investimento de 90 milhões de euros e vai criar 300 empregos qualificados até final de 2022.

Imagen de Gerd Altmann en Pixabay
Imagen de Gerd Altmann en Pixabay
Autor: Lusa

A Nokia assinou esta quarta-feira, dia 17 de fevereiro de 2021, um memorando de entendimento com o Governo para a criação de um centro de serviços globais em Portugal, que será localizado na Amadora (onde a empresa tem instalações), no âmbito de uma parceria que prevê também a cooperação entre as duas entidades na implementação do Plano de Ação para a Transição Digital.

O secretário de Estado para a Transição Digital, André de Aragão Azevedo, revelou que o investimento da Nokia no centro de serviços globais em Portugal é de 90 milhões de euros e vai criar 300 empregos até final de 2022. O total do investimento será realizado ao longo dos próximos oito anos, de acordo com a Nokia.

"É muito importante vermos que uma empresa europeia, líder mundial, é capaz de escolher Portugal para aqui servir o resto do continente, o resto do mundo", acrescentou o ministro da Economia, Pedro Sisa Vieira, saudando o facto da Nokia, tal como outras tecnológicas presentes no mercado português, "escolher ser parceira do Governo português no desenvolvimento" do Plano de Ação para a Transição Digital.

"Este foi um processo competitivo onde a Nokia ponderou diversas localizações para a realização deste investimento e, por isso, ficamos muito satisfeitos por termos sido escolhidos nesta decisão tão significativa", sublinhou o ministro da Economia, destacando que o futuro "vai assentar cada vez mais nas tecnologias digitais", o que exige investimento em inovação.

Processo de recrutamento ao longo deste ano

André de Aragão Azevedo destacou que este protocolo "marca uma etapa" no processo de investimento da Nokia em Portugal, permitindo a "criação de emprego altamente qualificado e com infraestruturas".

Este investimento "deverá distribuir-se entre infraestruturas de comunicação", mas também "na contratação direta de 300 novos postos de trabalho até final de 2022", acrescentou o governante.

"Este é um investimento que vai ser ao longo de alguns anos e nós estimamos o valor de cerca de 90 milhões de euros, para o investimento em infraestrutura, formação, associados a este centro que anunciámos hoje e que vamos desenvolver nos próximos anos", acrescentou o diretor-geral da Nokia Portugal, Sérgio Catalão, quando questionado sobre o tema.

Relativamente ao processo de contratação, o responsável da Nokia Portugal disse que o processo vai ser iniciado, recorrendo quer às universidades e politécnicos, mas também "em estreita colaboração com o IEFP".

Este processo "tem de estar concluído até ao fim do próximo ano", acrescentou Sérgio Catalão.

Tecnologia de ponta desde Portugal para o mundo

Questionado sobre o papel da Nokia no 5G - o memorando prevê também a colaboração em iniciativas para a transição digital do país nas áreas do 5G, cibersegurança e computação na 'cloud' (nuvem) -, Sérgio Catalão apontou que a multinacional finlandesa é "uma empresa líder nesta área".

"Iremos disponibilizar produtos e serviços para fazer o 'roll-out' [lançamento] das redes de operadores, mas também um aspeto extremamente importante que é poder utilizar esta tecnologia como uma plataforma de transformação do tecido empresarial", salientou o diretor-geral.

"O 5G tem uma característica transformacional importante das indústrias e, portanto, a Nokia tem uma forte presença naquilo que são as empresas, naquilo que é a Administração Pública", pelo que "o 5G será também uma alavanca estratégica para a modernização e a transformação do tecido empresarial", salientou Sérgio Catalão.

"A assinatura deste memorando é significativa a vários títulos", afirmou o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, destacando em primeiro lugar a decisão "muito significativa" da Nokia de criar o centro de serviços globais em Portugal.

"É uma decisão importante e que gostaria de assinalar, trata-se ao fim e ao cabo de continuar o investimento que a Nokia tem no nosso país desde há muitos anos e que a levou sucessivamente a reforçar a sua presença e a capacidade de a partir de Portugal servir o mundo", prosseguiu Siza Vieira.

Pedro Siza Vieira recordou que a União Europeia decidiu que cerca de 20% das verbas do Plano de Recuperação e de Resiliência europeu deverão ser alocadas à transição digital.