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Sociedade de investimento da Sonae Sierra e Bankinter faz primeira venda e encaixa 4,1 milhões

A 'joint-venture' acordou a venda de um estabelecimento comercial de 700 metros quadrados em Vigo, com uma mais valia de 17,1%

Autor: Redação

A ORES, sociedade de investimento e gestão imobiliária (SIGI) da Sonae Sierra e do Bankinter, realizou em fevereiro deste ano o seu primeiro desinvestimento. A 'joint-venture' acordou a venda de um estabelecimento comercial de 700 metros quadrados em Vigo (Espanha), ocupado pela Stradivarius, da Inditex, por um valor de 4,1 milhões de euros.

O ativo tinha sido comprado pela ORES em junho de 2018, quando pagou 3,5 milhões à Inditex. Isto faz com que a venda de agora gere uma mais-valia de 600 mil euros, ou seja um ganho de 17,1%, segundo é revelado no relatório e contas de 2020 da sociedade.

Sem revelar a identidade do comprador, a Ores adianta que já recebeu um primeiro pagamento de 820 mil euros e que a operação terá de ser concluída até 1 de julho.

Considerando ainda a loja de Vigo, a sociedade de investimento constituída em 2017 soma uma carteira de 37 ativos em Portugal e Espanha.

A Ores fechou o exercício de 2020 com um volume de negócios de 21,79 milhões de euros, 4% menos do que no ano anterior. A quebra no resultado explica-se pelas bonificações e ajudas aos inquilinos em plena pandemia. No final do ano passado, os ativos estavam avaliados em 374 milhões de euros, quando um ano antes valiam 382,2 milhões de euros.

Os baixos lucros não impediram o grupo de distribuir um dividendo de 9,9 milhões de euros ao longo de 2020, dos quais 6,15 milhões a cargo dos benefícios de 2019 e 3,74 milhões a cargo das reservas da sociedade. Por fim, Ores destaca nas suas contas que tem 13,27 milhões de euros para fazer frente ao atual contexto de crise.

“Temos uma ocupação de 96% e a perspetiva temporal dos investimentos é de longo prazo, pois a duração média dos contratos de aluguel dos nossos ativos é superior a 28 anos, com prazos obrigatórios próximos a 10 anos, o que prevê alta visibilidade dos fluxos de caixa futuros", segundo diz no relatório e contas.