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Corrida à carteira de ativos imobiliários dos fundos da ECS já tem “shortlist” de investidores

Em causa está a venda de ativos imobiliários avaliados em mais de mil milhões de euros, que incluem uma carteira de hotéis do grupo NAU e os centros comerciais La Vie.

Palácio do Governador é um dos ativos que está à venda / https://www.palaciogovernador.com/
Palácio do Governador é um dos ativos que está à venda / https://www.palaciogovernador.com/
Autor: Redação

O negócio da venda dos fundos de recuperação da ECS Capital, com ativos imobiliários avaliados em mais de mil milhões de euros -  incluem uma carteira de hotéis do grupo NAU e centros comerciais La Vie -, está em marcha e já há uma “shortlist” de investidores que vão continuar na corrida: Davidson Kempner, o consórcio Bain/Cerberus e o Oaktree.

Segundo a notícia avançada pelo ECO, estes foram os fundos selecionados pelos bancos para passarem à segunda fase do processo, que deverá arrancar esta semana. Neste período, tal como explica a publicação, os investidores interessados deverão transformar as ofertas não vinculativas em propostas  - que a banca espera que sejam competititivas. Ainda assim, a corrida poderá ficar apenas com um concorrente, uma vez que um ou dois investidores podem desistir antes de formalizarem a proposta – isto porque querem ter a certeza de que o negócio vai até ao fim independentemente do valor final da transação.

De acordo com o mesmo jornal, há dúvidas que isso aconteça, nomeadamente por causa dos valores que estão em cima da mesa. O preço de reserva dos bancos rondará os mil milhões de euros, mas propostas não deverão superar os 950 milhões. Quer isto dizer que se os bancos desistirem do processo porque a melhor oferta fica aquém do esperado, os fundos é que ficam a perder – que já investiram milhões em trabalhos de due dilligence. Daí a necessidade de terem a garantia que o negócio vai mesmo concretizar-se.