Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Parvalorem tem um terreno com 190.000 m2 e junto à praia em Porto Santo sem destino desde 2013

Propriedade integra a massa insolvente da Calor Real, que está na carteira dos créditos “herdados” do ex-BPN que foram transferidos para a Parvalorem.

Imagem de Bernardo Ferreria por Pixabay
Imagem de Bernardo Ferreria por Pixabay
Autor: Redação

Há um enorme terreno na ilha de Porto Santo parado e/ou sem destino há mais de oito anos (desde 2013). Em causa uma área de 189.340 metros quadrados (m2) com potencial superior a 95.000 m2 para construções turísticas e com uma frente atlântica de 700 metros de praia. Uma propriedade que está na posse da Parvalorem, a sociedade estatal que “herdou” os créditos insolventes do ex-BPN e que é detida a 100% pela Direção-Geral do Tesouro e Finanças, do Ministério das Finanças.

Segundo o Jornal Económico, a propriedade em causa integra a massa insolvente da sociedade Calor Real, de que foram acionistas Silvio Santos e Joaquim Coimbra, e que desde janeiro de 2013 está na carteira dos créditos “herdados” do ex-BPN que foram transferidos para a Parvalorem.

Apoiando-se num documento do Tribunal Judicial do Funchal, datado de 18 de janeiro de 2013, a publicação escreve que a Parvalorem requereu a insolvência da sociedade Calor Real por dívidas ao ex-BPN no montante de 30,9 milhões de euros (referentes à componente de capital) que, acrescidas de outras parcelas (entre as quais, os juros), elevaram o montante em dívida para cerca de 37,6 milhões de euros. A este valor somam-se cerca de 1,2 milhões de euros de dívidas fiscais reclamadas pela Fazenda Pública.

Até à data, apenas foram alienadas algumas parcelas de terrenos destinadas a usos turísticos, ficando a maior parte sem uso, escreve o mesmo jornal, adiantando que ficou por vender o maior lote, com 41 parcelas. Lote esse que voltará a ser colocado no mercado por um valor inferior a 20 milhões de euros.

Citado pela publicação, a vice-presidência do Governo da Madeira, comandada por Pedro Calado, limitou-se a dizer que está em causa um “investimento privado”, uma justificação, de resto, também apresentada pela Secretaria Regional da Economia, dirigida por Rui Barreto.

Fonte conhecedoras do universo da Parvalorem dizem não estar surpreendidas com o impasse em torno destes terrenos, alegando que a sociedade estatal continua a não ter soluções para gerir a carteira que “herdou” do ex-BPN.