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Antigo Aquaparque do Restelo "vira" escola para aprender a andar de bicicleta

Parque aquático fechou há quase 30 anos e terá uma segunda vida, com a criação de uma escola para aprender a andar de bicicleta.

Antigo Aquaparque do Restelo "vira" escola para aprender a andar de bicicleta
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Autor: Redação

O Aquaparque do Restelo, em Lisboa, fechou portas há quase 30 anos, mais concretamente em 1993, estando sem utilização desde então. No terreno onde se encontrava o parque aquático foi criado um parque infantil que continua, no entanto, por estrear. E, sabe-se agora, vai ser palco de uma escola para aprender a andar de bicicleta.

Segundo o Público, a proposta foi aprovada recentemente, na última reunião municipal deste mandato, com votos favoráveis de PS, CDS e PSD e a abstenção de PCP e BE. A Câmara Municipal de Lisboa (CML), através de um protocolo que ainda está por assinar, cede o espaço durante 25 anos à Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) e ao Núcleo Cicloturista de Alvalade (NCA). Serão depois estas entidades que ficarão responsáveis por criar o Centro de Formação e Aprendizagem para o Uso da Bicicleta no antigo parque aquático.

Citada pela publicação, a autarquia adiantou que a FPCUB e o NCA “manifestaram a sua disponibilidade” para criar a escola e “sugeriram o espaço” por ter “excelentes condições para o desenvolvimento do projeto”. O protocolo a que os vereadores deram concordância prevê que as duas entidades tenham uma licença de utilização privativa do domínio público, que é atribuída quando são os interessados a apresentar um projeto à CML.

“Este é o espaço ideal. Permite a iniciação à bicicleta, permite um pequeno acesso ao contacto entre bicicletas e automóveis e tem ali Monsanto ao lado”, disse João Gonçalves Pereira, vereador do CDS e presidente do NCA – por esse motivo não participou na votação –, citado pelo Público. O responsável adiantou, de resto, que estão reunidas as condições “para arrancar em setembro com a escola”. Já José Manuel Caetano, presidente da FPCUB, considera que ainda é cedo para falar do assunto e que o protocolo terá de ser levado a uma assembleia geral da federação.

O protocolo em causa prevê a instalação do centro velocipédico em três fases:

  • Na primeira fase começará a funcionar a escola com “preços para alunos abaixo dos valores praticados no mercado”;
  • Na segunda fase está prevista a criação de uma loja, de uma oficina, de parqueamento para bicicletas, de uma cafetaria e de estruturas para lavagem e aluguer de veículos;
  • Na terceira e última fase está prevista a instalação de um quiosque e de um novo parque infantil no exterior, sendo que já existe um.

De acordo com o Público, o protocolo dá o direito à FPCUB e ao NCA de começarem a pagar despesas correntes – água, luz, etc. – “a partir da segunda fase do projeto” e estabelece uma renda mensal de 80 euros durante a primeira fase, de 73 euros durante o primeiro ano da segunda fase e de 2.300 euros a partir do segundo ano da segunda fase, não havendo ainda datas estabelecidas para a concretização de cada etapa.