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Trabalhar quatro dias por semana e 6 horas diárias - a proposta da Finlândia

Sanna Marin, nova primeira-ministra, defende que trabalhadores passem mais tempo com famílias e desfrutem de outros aspetos da vida.

Photo by bruce mars on Unsplash
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Autor: Redação

Com 34 anos, Sanna Marin é a segunda mais jovem primeira-ministra do mundo e defende um conceito revolucionário no mercado de trabalho para que subam os níveis de felicidade na Finlândia. A ideia da líder do Governo - expressa antes de assumir o atual cargo - é que os trabalhadores possam estar mais tempo com a família e a desfrutar de outros interesses da vida. Para isso, deveríam trabalhar quatro dias por semana e 6 horas diárias em vez da jornada em vigor, de cinco dias por semana e oito horas por dia.

Na Suécia, a semana de trabalho de seis horas por dia foi testada em 2015 e os resultados demonstraram que os funcionários tornavam-se mais produtivos, mais ricos e mais felizes, recorda o Jornal de Negócios.

E do lado privado também há experiências positivas neste sentido: a Microsoft também tentou melhorar o equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional das pessoas e introduziu, no Japão, um fim-de-semana de três dias. A produtividade subiu 39,9%. Na Austrália, em Melbourne, uma empresa descobriu que um dia de trabalho de seis horas obrigava os funcionários a eliminar atividades improdutivas, como enviar e-mails inúteis ou participar em reuniões intermináveis, apontou o Guardian. 

Os argumentos para a felicidade 

"Acredito que as pessoas merecem passar mais tempo com as famílias, entes queridos, hobbies e outros aspetos da vida, como a cultura", disse Sanna Marin, há cerca de cinco meses, em declarações proferidas numa conferência e agora recuperadas esta segunda-feira, 6 de janeiro de 2020, pelo jornal Daily Mail.

Antes de ser primeira-ministra, Marin ocupava o cargo de Ministra dos Transportes da Finlândia e foi nesse âmbito que defendeu semanas de trabalho mais curtas para melhorar a produtividade e o relacionamento dos funcionários.

E esta proposta foi acolhida por Li Andersson, ministro da Educação e líder da Aliança de Esquerda ."É importante permitir que os cidadãos finlandeses trabalhem menos. Não se trata de governar com um estilo feminino, mas de oferecer ajuda e manter as promessas aos leitores", declarou o ministro da Educação.

Ainda assim, a medida proposta por Sanna Marin não deverá avançar nos próximos tempos. Segundo o site finlandês NewsNowFinland, a medida não consta do programa de Governo.