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Eurovisão: quanto gasta e ganha um país por organizar o festival?

EuroVisionary
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Autor: Redação

A assombrosa vitória de Salvador Sobral da 62ª edição do concurso Eurovisão, no passado sábado em Kiev, Ucrânia, faz com que Portugal seja o anfitrião no próximo ano. Fala-se já que o evento em 2018 deverá acontecer no Meo Arena, antigo Pavilhão Atlântico, no Parque das Nações, em Lisboa. Mas quanto custa organizar o festival da canção mais antigo da Europa? E quais os benefícios para o país? 

Números ainda não oficiais, citados pela imprensa com base em dados do Royal Bank of Scotland, apontam para que a capital ucraniana tenha investido cerca de 30 milhões de euros na organização do evento. Em contraste, a cidade espera gerar receitas na ordem dos 20 milhões de euros com o aumento do turismo. E este valor está dentro da média dos últimos anos.

Em conjunto, as últimas cinco cidades organizadoras gastaram cerca de 166 milhões de euros na produção do evento. A cidade mais gastadora foi Baku, a capital do Azerbaijão, que despendeu mais de 56 milhões de euros para receber o evento em 2012, tendo construído um recinto novo propositadamente para o festival. O evento criou 529 postos de trabalho e rendeu 8,2 milhões de euros em turismo à cidade. 

O administrador da RTP, Nuno Artur Silva, citado pelo Observador, diz que é tudo muito prematuro, confessando que ganhar era “um cenário possível”, mas “ninguém pensou o que fazer em caso de vitória”. Esse processo começa agora.

Além do financiamento próprio dos países que participam na Eurovisão, a televisão pública, neste caso a RTP, pode ter a ajuda da cidade anfitriã ou, por exemplo, dos ministérios da Cultura ou da Economia, que tutela o Turismo. Para não falar, claro, dos patrocinadores.

Este ano, foi possível ver no site do festival os nomes de parceiros como a Visa, a Jacobs ou a OSRAM. No caso do festival de 2017, a própria câmara municipal da cidade onde se realizou o evento, Kiev, fez avultados investimentos.