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Imobiliário e dívida ajudam banca nacional a melhorar resultados

Venda de edifício na Baixa rendeu mais-valia de 36 milhões de euros à CGD / DR
Venda de edifício na Baixa rendeu mais-valia de 36 milhões de euros à CGD / DR
Autor: Redação

O primeiro trimestre, em geral, correu bem para os cinco grandes bancos a operar em Portugal, somando lucros superiores a 373 milhões de euros entre janeiro e março. E os negócios com o imobiliário e títulos de dívida contribuíram para estes resultados, sobretudo nos casos do BCP, Santander Totta e Caixa Geral de Depósitos (CGD). Já o Novo Banco voltou a sofrer os efeitos do malparado e o BPI ficou afetado, face ao mesmo período do ano passado, pela falta de receitas extraordinárias.

Tendo em conta o valor global em causa, pode dizer-se que os "big 5" registaram um lucro médio diário de quatro milhões de euros, de acordo com os cálculos do ECO.

No banco público, tal como recorda o jornal, os lucros quase duplicaram para 126,1 milhões de euros e para este resultado contribuiu de forma decisiva a alienação de um quarteirão na Baixa lisboeta. O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Maced, adiantou que o edifício que a CGD tinha na Rua do Ouro foi vendido ao grupo hoteleiro Sana por 60 milhões de euros, tendo gerado uma mais-valia líquida de 36 milhões de euros para a CGD.

Também BCP e Santander Totta contaram com negócios extraordinários para dar impulso aos resultados. Mas em ambos os casos foram operações com títulos de dívida a reforçar as contas, resume o jornal. 

Miguel Maya viu o lucro do seu banco aumentar 80% para os 153,8 milhões de euros, com os resultados em operações financeiras a dispararem 110,8% perante o “registo de ganhos na venda de títulos de dívida pública e de dívida corporate”, anunciou o BCP.

No Santander, Pedro Castro e Almeida apresentou um lucro trimestral de 137 milhões de euros (+5%) e a gestão da sua carteira de dívida pública (usada para controlar o risco do balanço) também ajudou no resultado líquido.

Já o BPI registou uma descida de 60% do lucro para 49,2 milhões de euros, sendo que o o lucro no primeiro trimestre de há um ano foi impulsionado pelo encaixa da venda da participação na Viacer (Super Bock).

Novo Banco voltou a pisar no vermelho, com prejuízos de 93,1 milhões de euros, pressionado pela venda da carteira de malparado em Espanha ao fundo Waterfall e ainda pelas provisões para a reestruturação.

Além dos fatores extraordinários, há uma fonte de receita que cada vez mais alimentam os resultados dos bancos: as comissões. No total, segundo diz o ECO, o comissionamento rendeu cerca de 530 milhões de euros, traduzindo um aumento de 0,7% face ao período homólogo.