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Tudo o que precisas de saber sobre o Web Summit

Facebook Web Summit
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Autor: Redação

O Web Summit, a maior feira tecnológica do planeta, está de volta a Lisboa desde hoje até quinta-feira (entre 5 e 8 de novembro de 2018) no Altice Arena e na FIL, no Parque das Nações. A abertura oficial conta com a presença de um convidado especial: o físico britânico Tim Berners-Lee, o inventor da “web”, há 30 anos. Neste guia que preparámos está tudo o que precisas de saber para que não percas “pitada” deste mega evento.

A planta da feira, com os stands das empresas e o local de entrada no recinto. / Web Summit
A planta da feira, com os stands das empresas e o local de entrada no recinto. / Web Summit
  • Portas abrem às 17h00

As portas daquela que é a terceira edição da Web Summit em Lisboa abrem às 17h00. São esperados 70 mil participantes ao longo dos quatro dias de evento, mais dez mil do que no ano passado. O pontapé de saída do dia de hoje será feito com um “Opening Night Festival”, uma sessão de boas-vindas que a organização decidiu promover no exterior antes das intervenções da cerimónia de abertura, para “networking”.

  • Abertura oficial às 18h30

A abertura oficial, no palco principal da cimeira, acontece às 18h30, com uma intervenção do presidente executivo do evento, Paddy Cosgrave. A inauguração dos discursos será feita por um convidado especial, o físico britânico Tim Berners-Lee, que inventou a rede mundial de acesso à internet (world wide web – “www”). O “inventor” vai partilhar a sua visão sobre a rede que criou há quase 30 anos.

Seguem-se no palco Lisa Jackson, vice-presidente nas áreas sociais e ambientais da Apple, que vai falar sobre “Negócios bons que fazem bem”, o cineasta norte-americano Darren Aronofsky, diretor da Protozoa Pictures, e também António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, que, numa intervenção de 15 minutos, falará sobre como criar “um futuro digital seguro e benéfico para todos”.

Será depois a vez do primeiro-ministro António Costa e do presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, subirem ao palco para encerrar os discursos do dia.

Segue-se o "Opening Night Festival”, às 20h00, que se prolonga até à meia-noite nas imediações do evento, junto ao rio, na Rua do Bojador.

3ª edição traz mais de 20 conferências em nove palcos

Este ano a Web Summit vai contar com um total de 25 conferência em nove palcos, distribuídos entre a FIL e o Altice Arena, no Parque das Nações. Uma das novidades deste ano passa precisamente pela criação de três novos palcos: o "DeepTech", no qual estará em foco o impacto de tecnologias como a computação e a nanotecnologia na indústria e na vida quotidiana, o "UnBoxed", onde críticos de tecnologia irão analisar produtos eletrónicos, e ainda a "CryptoConf", que debaterá assuntos como as moedas digitais, escreve a Lusa.

Os quatro dias do evento serão marcados pelas várias conferências do palco central e outras em torno de temas como automação e robótica, dados, media e conteúdos (content makers) e um fórum privado com líderes, especialistas de topo e reguladores (Fórum). Haverá ainda espaço para apresentações de empresas de grande crescimento (Growth Summit) e para os Startup Workshops, que ensinam a fazer um “pitch” ou a respeitar o Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia (RGDP).

As ações de convívio noturnas Night Summit, no LX Factory, e as festas de final de dia SunsetSummit, no Pavilhão Portugal, eventos paralelos à cimeira vão manter-se, à semelhança das outras edições.

Metro em greve parcial em dois dias do evento

Lisboa espera receber cerca de 70 mil participantes para o evento, cenário que poderá “entupir” alguns transportes e criar algumas dificuldades no trânsito. E há uma novidade que pode complicar a vida a todos aqueles que se dirigem para o Parque das Nações. Dois dias do evento coincidem com greves parciais do Metropolitano de Lisboa agendadas para terça-feira, dia 6, entre as 6h30 e as 9h30, e quinta-feira, dia 8, à mesma hora.

A cimeira tecnológica, de inovação e de empreendedorismo Web Summit nasceu em 2010 na Irlanda. Em 2016, a cimeira mudou-se para Lisboa e, depois de três anos em terras lusas, a maior feira tecnológica do planeta decidiu prolongar a estadia por mais 10 anos, até 2028. O evento representa um investimento anual, por parte do Governo, de 11 milhões de euros, a partir do próximo ano, mas com retorno. Nos últimos dois anos, o impacto na economia portuguesa terá chegado aos 500 milhões de euros.

Web Summit lança fundo de 44 milhões para apoiar start-ups

A maior feira tecnológica do planeta vai lançar um fundo de investimento de 50 milhões de dólares (44 milhões de euros) para apoiar os empreendedores para lá destes quatro dias de evento, segundo o Negócios.

O fundo irá recolher dados durante a feira e avaliar quais as start-ups que mais atenção mereceram por parte dos investidores nos dias do Web Summit. O objetivo será distribuir investimento em todos os estágios de desenvolvimento da start-ups, e acesso à rede de investidores que a feira foi consolidando ao longo dos seis anos de evento.

O fundo designa-se Amaranthine e será liderado por Patrick Murphy, que trabalhou anteriormente no braço de capital empreendedor do Goldman Sachs e da Universal. 

Quanto custa às empresas para estar na Web Summit?

Ter um stand de quatro metros quadrados na Web Summit custa 29 mil euros. É o preço mais baixo da tabela da edição deste ano e que inclui stands empresariais de várias dimensões e o patrocínio de diversos espaços e iniciativas, chegando aos 330 mil euros.

Um stand com quatro metros por dois metros custa 45 mil euros, enquanto um de quatro metros por quatro metros já pode valer entre 75 mil e 86 mil euros, indica a tabela de preços a que o Público teve acesso.

A partir dos 150 mil euros é possível ter stands com pelo menos seis metros por quatro metros. Os valores mais altos dão stands maiores e extras, como bilhetes (que as empresas podem distribuir por clientes, por exemplo), acesso à zona dos jornalistas e activação de marca online, segundo explica o jornal.