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Plano Juncker também pode financiar construção de estradas em Portugal

Autor: Redação

Atá agora, as modalidades preferenciais do Plano Juncker eram pequenas e médias empresas inovadoras, startups de alta tecnologia, projetos de reabilitação urbana e de energias renováveis, mas uma emenda “técnica” proposta por dois eurodeputados – o português José Manuel Fernandes e o alemão Udo Bullmann, relatores de um projeto de alteração ao regulamento do Fundo Europeu para os Investimentos Estratégicos (FEIE) – pode permitir alargar o âmbito do fundo, que visa injetar 315 mil milhões de euros em recursos públicos e privados para o investimento até 2018, pelo menos.

Segundo o Dinheiro Vivo, a “alteração” em causa deve permitir que algum desse novo dinheiro possa ser canalizado para a construção de estradas em Portugal, mas com a condição destas servirem de forma evidente a atividade empresarial e aumentarem a capacidade exportadora do país, explicou José Manuel Fernandes.

O fundo europeu FEIE já apoia a construção de vias rodoviárias, mas por motivos de eficiência energética e ambiental, o que não acontece em Portugal. Mas financia, por exemplo, a construção de uma grande autoestrada – uma circular externa com 27 quilómetros – em Bratislava, na Eslováquia. Trata-se de uma obra avaliada em 427 milhões de euros.

Portugal já viu serem aprovados 13 projetos, num valor de 1,2 mil milhões de euros em apoios diretos do plano Juncker, verbas que podem desbloquear um investimento total de 3,8 mil milhões de euros à medida que os privados forem aderindo, mas até agora não havia estradas na lista, escreve a publicação, salientando que Portugal é o terceiro país mais beneficiado pelo plano, logo a seguir a Estónia e a Espanha.