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Construção da Torre de Picoas - autorizada por Salgado - continua sob investigação

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Autor: Redação

Com várias suspeitas à volta do vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa (CML), Manuel Salgado, o processo de construção da torre de Picoas continua a ser investigado por parte do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP),  ainda sem arguidos. Em causa está o facto de a CML ter autorizado 17 pisos, depois de o BES ter passado a ser o proprietário do terreno, sendo que durante antes a autarquia restringiu a construção de um edifício a apenas sete andares.

A Procuradoria-Geral da República confirmou ao Público que o processo de averiguações existe, pelo menos, desde julho de 2017, sendo que, até à passada quinta-feira, o DIAP de Lisboa ainda "não tem arguidos constituídos".

O edifício de escritórios Fontes Pereira de Melo (FPM) 41, como se designa a chamada "Torre de Picoas" ainda não está concluído – está em obras e deverá ficar finalizado no terceiro trimestre deste ano – mas já está à venda. A transação do imóvel pertencente ao fundo FLIT — Fundo Lazer Imobiliário e Turismo, gerido pela ECS Capital, deverá ficar fechada por um valor entre 110 e 120 milhões de euros, segundo noticiava o Expresso em junho.

O ex-vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa, Fernando Nunes da Silva, e o ex-candidato do PS às eleições autárquicas em Lisboa em 2005, Manuel Maria Carrilho, denunciaram nos últimos dias desconfianças acerca da relação do BES com a autarquia. Nunes da Silva revelou ao jornal Sol que foram rejeitados vários projectos ao antigo proprietário do terreno, durante mais de 20 anos.

Além do processo relativo à torre de Picoas, estão também a decorrer investigações do Ministério Público às obras de ampliação do Hospital da Luz (detido pelo Grupo Espírito Santo) e à Associação de Turismo de Lisboa.