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Setor da construção despede-se (finalmente) da crise? Cresce 6% face a 2018

Números revelados pela FEPICOP permitem reforçar “o andamento positivo dos últimos dois anos”.

Autor: Redação

“Ao longo do ano de 2019 a produção do setor da construção revelou um sensível dinamismo, prevendo-se que, em termos anuais, venha a registar um crescimento real de 6% face ao ano anterior, reforçando o andamento positivo dos últimos dois anos”. A garantia é dada pela Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP), em comunicado.

Segundo a entidade, entre os “vários indicadores associados” ao bom momento que vive o setor está o consumo de cimento, que cresceu mais de 16% durante os primeiros dez meses do ano, e a Formação Bruta de Capital Fixa (FBCF) da construção, que cresceu 11,7% nos primeiros três trimestres do ano, enquanto o Valor Acrescentado Bruto (VAB) cresceu 8,4% no mesmo período, em termos homólogos.

Também as avaliações dos empresários do setor atingiram em 2019 máximos de 17 anos, quer no que diz respeito ao Indicador de Confiança, quer quanto à apreciação sobre a atividade das empresas ou sobre as perspetivas de evolução do emprego e dos preços a praticar no futuro próximo, explica a entidade.

“O segmento da construção de edifícios deverá registar o crescimento mais intenso, +7,9% em termos reais, com um acréscimo de 12% na produção de edifícios residenciais e uma variação de +3,6% na construção de edifícios não residenciais. A propiciar estes acréscimos destacam-se os aumentos de 44% no número de fogos novos licenciados e de 16% na área licenciada para construção de edifícios não residenciais, ambos em 2018 e em termos homólogos, cuja concretização das respetivas obras durante o ano de 2019 veio a resultar em taxas de crescimento neste ano superiores às do ano anterior”, lê-se no documento.

De acordo com a FEPICOP, a produção de trabalhos de engenharia civil deverá vir a registar um crescimento real de 4% em termos anuais, em consequência dos crescimentos de 55% e de 3%, em 2017 e 2018, respetivamente, observados no montante de contratos de empreitadas de obras públicas celebrados nesses anos. 

Destaque ainda para o facto do número de desempregados oriundos do setor da construção e registados nos centros de emprego estar a descer, tendo diminuido 18% até outubro de 2019. “Ainda assim, a falta de mão de obra qualificada manteve-se como um dos principais obstáculos à atividade das empresas do setor”, conclui a FEPICOP, baseando-se em dados do Instituto nacional de Estatística (INE).