Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Insolvências na construção aumentam 2,1% – e há muito menos empresas a nascer

1.061 empresas fecharam portas em janeiro e fevereiro de 2020, 14% das quais ligadas ao setor da Construção e Obras.

Autor: Redação

O número de insolvências de empresas em Portugal aumentou 27,8% nos primeiros dois meses de 2020 face ao mesmo período do ano passado. Já as constituições caíram 20,1%, o que (também) não é uma boa notícia. O setor da Construção e Obras não escapa a este cenário, já que representava, em janeiro e fevereiro deste ano, 14% das insolvências (+2,1% que no período homólogo) e apenas 11% das constituições (-28,3% que no período homólogo).

“O mês de fevereiro registou um total de 490 insolvências, mais 79 que em 2019, mas menos 81 que em janeiro deste ano. O valor acumulado dos dois primeiros meses de 2020 é superior a 2019 (+27,8%) e 2018 (+9%), mas 10,5% inferior ao resultado de há três anos”, refere a Iberinform em comunicado.

Segundo a empresa, a maioria dos setores de atividade apresenta aumentos nas insolvências. “As variações negativas mais significativas registam-se nas áreas da Eletricidade, Gás e Água (+200%), Agricultura, Caça e Pesca (+109,1%) e Indústria Extrativa (+100,0%). Em termos absolutos, o maior número de falências de empresas pertence à Indústria Transformadora (230), Outros Serviços (220), Construção e Obras Públicas (143), Comércio a Retalho (142) e Comércio por Grosso (130). O setor da Hotelaria e Restauração acumula 88 insolvências nestes primeiros dois meses do ano, +46,7% que no período homólogo. A Construção Civil e Obras Públicas (+2,1%) e os Transportes (+7%) são os setores com aumentos menos acentuados. Com variação nula destacam-se as áreas de Telecomunicações (1) e Comércio de Veículos (31 insolvências)”, lê-se no documento.

Iberinform
Iberinform

Relativamente às constituições de empresas, diminuíram 23,3% em fevereiro 23,3% face ao mesmo mês do ano passado, com um total de 3.752 novas empresas. No acumulado de janeiro e fevereiro, a diminuição é menos intensa, mas ultrapassa os 20%.

“Apenas dois setores aumentam o número de constituições em relação a 2019: Eletricidade, Gás, Água (+66,7%) e Transportes (+10,8%). Os restantes sofrem variações negativas, sendo a Indústria Extrativa aquela que mais decresce (-85,7%), seguida, embora com alguma distância, pela Indústria Transformadora (-32,4%)”, conclui a Iberinform.