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Construção: Mota-Engil África prepara-se para sair da bolsa de Amesterdão

Autor: Redação

O Grupo Mota-Engil prepara-se para retirar a Mota-Engil África do mercado, isto apesar de desta apenas estar em bolsa há menos de um ano – começou a ser cotada na bolsa de Amesterdão (Holanda) em novembro de 2014.

“A Mota-Engil África comunicou que o seu Conselho de Administração pretende solicitar à Euronext Amsterdam NV a exclusão da negociação, no mercado regulado por esta entidade, das ações ordinárias representativas do seu capital social (‘Ações’)”, lê-se no comunicado da construtora publicado domingo no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Uma decisão que se deve ao reduzido nível de liquidez: “O conselho da Mota-Engil Africa sublinhou que o nível de ‘free float' permanece limitado, com reduzidos níveis de liquidez e negociação das ações da Mota-Engil Africa”, refere o documento, salientando que “a cotação das ações” da Mota-Engil África “deixou de representar o justo valor” da cotada.

A participada africana da construtora decidiu agendar uma assembleia-geral extraordinária para dia 23 de novembro, em Amesterdão, onde será proposto aos acionistas a possibilidade de desinvestirem na Mota-Engil Africa através de uma oferta de aquisição a lançar pela própria empresa (compra de ações próprias). “Aos acionistas da Mota-Engil África será oferecido uma possibilidade de desinvestimento por meio de uma oferta de aquisição a lançar pela própria Mota-Engil África, na qual a empresa oferecerá uma contrapartida de EUR 6,1235 (seis euros e doze virgula trinta e cinco cêntimos) por ação (‘Oferta’). Tal preço é baseado no preço médio ponderado das ações no mercado regulamentado gerido pela Euronext Amsterdam NV nos seis meses anteriores ao dia 8 de outubro de 2015 (inclusive). O período da oferta terá a duração de, pelo menos, 20 dias de negociação, com início em data a anunciar”, adianta o comunicado.

Paralelamente, a construtora informa que o Conselho de Administração da Mota-Engil “pretende promover a realização de um aumento do capital social até um montante equivalente ao que vier a ser empregue pela Mota-Engil África na aquisição das ações”. “Essa operação, a submeter oportunamente à aprovação dos senhores acionistas da Mota-Engil, implicará a emissão de novas ações da Mota-Engil com um preço de subscrição não inferior a 2,4814 euros por cada nova ação”, explica a construtora.