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Sociedades gestoras dos ativos tóxicos do BPN mudam de escritórios e poupam 2,8 milhões

Autor: Redação

As sociedades gestoras dos chamados ativos tóxicos do ex-BPN, nacionalizado em 2008, mudaram de instalações do edifício do BIC para o Monumental, ambos no coração de Lisboa. A transferência da Parvalorem, Parups e Parparticipadas, da Avenida António Augusto Aguiar para o Saldanha, vai significar uma poupança na ordem dos 2,8 milhões de euros no período de vida do arrendamento.

 "No âmbito da política de reestruturação e redução de custos que tem vindo a ser implementada a Parvalorem irá, em 2016, alterar a sua sede social, deixando as instalações da Avenida António Augusto de Aguiar que passarão a ser ocupadas na íntegra pelo Banco BIC, seu actual proprietário", indica uma circular distribuída pelos trabalhadores, quando foi anunciada a mudança de instalações e citada pelo Jornal de Negócios.
 
A nova morada (Edifício Monumental, Av. Fontes Pereira de Melo, nº 51 – Piso 5, Fracção F) foi, segundo o diário, oficializada no dia 11 de março, em comunicados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, onde as três sociedades anunciam a mudança de sede.

O edifício é privado dado que, segundo o comunicado aos trabalhadores, "na consulta efectuada para esta mudança foram equacionadas, sem sucesso, todas as possibilidades de arrendamento de instalações no universo das sociedades Pars e do Estado".

Aliás, a Parparticipadas, que recebeu as participações sociais em várias empresas como o Efisa e o BPN Brasil, até estava a caminhar para a sua liquidação, mas o facto de o Banco Central do Brasil ter rejeitado a venda daquela entidade no Brasil ao BIC Angola (por ter uma estrutura accionista que não agrega todas as instituições com a marca BIC) obriga a que continue em funcionamento. A Parvalorem e a Parups ficaram com créditos considerados tóxicos do antigo BPN.