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Imobiliária do GES deixa de estar à venda e passa a gerir ativos em carteira

Autor: Redação

A Espírito Santo Property, empresa do antigo Grupo Espírito Santo (GES) deixou de estar no mercado para venda. Os gestores de insolvência, no Luxemburgo, decidiram antes passar a utilizar a companhia para rentabilizar os ativos que tem em carteira, para depois vendê-los, no médio prazo. Mas está inibida de fazer novas aquisições.

"Os curadores decidiram não continuar, nesta fase, a venda da ‘holding’ ES Property e dos fundos imobiliários FIMES I e FIMES II – também alvo de arresto criminal", revela o relatório feito por Alain Rukavina e Paul Laplume, citado pelo Jornal de Negócios.

A empresa deixou, porém, de poder comprar novos imóveis, sendo que "está a ser feita a gestão dos ativos, no sentido de maximizar o seu valor para posterior venda", sublinha. 

O site da antes designada de Espart indica que a carteira conta com imóveis na Rua Castilho e na Avenida da Liberdade, ambas em Lisboa, mas também no Estoril, Azeitão e Vila Nova de Gaia.

Fundos imobiliários ganham tempo

Também os fundos imobiliários de que a Rioforte detém a maioria das unidades de participação têm a sua venda cancelada, passando a contar com um prazo de vida prolongado.

Em vez de 2018, os participantes aceitaram a extensão da sua vida até 2020, revela o diário. O objetivo desse adiamento foi, diz a empresa em resposta ao Negócios, "cumprir os normativos em vigor e tendo em conta que os fundos ainda têm ativos para venda, a decisão foi a de não ser liquidado, logo a prorrogação do prazo."

O FIMES I tem um valor líquido global de 27,9 milhões de euros, com o FIMES II a apontar para um valor de 20,9 milhões, de acordo com os dados que constam do site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. 

Estes fundos são geridos pela Gesfimo, de que a Espírito Santo Property é a única acionista. A sociedade gestora que pertencia ao GES diz, no seu relatório e contas relativo a 2017, não ter recebido "qualquer orientação que restrinja a sua atividade normal" por parte dos gestores da insolvência da Rioforte.