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Famoso empresário espanhol compra 11 lojas da Conforama por 140 milhões - algumas em Portugal

As empresas acordaram o negócio sob a fórmula "sale & leaseback", o que quer dizer que a Conforama permanecerá mais 30 anos como arrendatária dos espaços.

O Grupo Baraka, liderado por Trinitario Casanova, um famoso empresário espanhol, acaba de fechar a compra de 11 espaços comerciais com logística à Conforama Ibérica, filial espanhola do grupo francês especializado na comercialização de artigos de mobiliário e decoração. Estes ativos encontram-se distribuídos pela Península Ibérica, entre Portugal, onde o grupo adquiriu sete lojas, e Espanha, as outras quatro. A operação foi fechada por cerca de 140 milhões de euros, tal como explicaram ao idealista/news fontes próximas da operação.

Após esta aquisição, o Grupo Baraka acrescenta mais 140.000 metros quadrados (m2) de espaços comerciais e logísticos ao seu portfólio. Segundo as mesmas fontes, o Grupo Baraka e a Conforama Ibérica acordaram a operação sob a fórmula "sale & leaseback", o que quer dizer que a empresa de mobiliário permanecerá mais 30 anos como arrendatária dos espaços. O grupo murciano está a apostar forte na compra de espaços comerciais combinados com plataformas logísticas em pleno auge do comércio online.

Nos últimos meses foi possível observar diversas operações de grandes grupos de distribuição que decidiram alienar os seus ativos imobiliários e continuar como locatários. O exemplo da Mercadona, que no ano passado colocou à venda 36 estabelecimentos comerciais por 200 milhões de euros.  A empresa valenciana, após ter recebido várias propostas de compra destas instalações, fechou o acordo com a empresa LCN Partners, evidenciando o interesse que existe entre fundos de investimento para o mercado imobiliário espanhol, nomeadamente para ativos logísticos e comerciais.

Grupo Baraka soma e segue

Numa semana, o grupo de Casanova fechou duas operações imobiliárias. À compra de lojas da Conforoma soma-se a aquisição da La Gavidia, uma antiga estação de polícia na Plaza de la Gavidia, em Sevilha, que será transformada num hotel de luxo cujo investimento deverá rondar os 40 milhões de euros.

O antigo edifício está localizado na Plaza de la Concordia, que engloba a Calle de San Juan de Ávila, a Calle Virgen de los Buenos Libros e a Plaza de la Concordia em Sevilha. O hotel ficará instalado no edifício do ex-comissário da Polícia Nacional e terá uma área de 7.299 m2 num terreno de 2.164 m2. O estabelecimento terá 105 quartos.

Nos últimos anos, Trinitario Casanova tem mantido uma atividade frenética no mercado imobiliário. Nestes anos, o empresário dedicou-se aos planos de fazer crescer o seu negócio hoteleiro. Em 2019, fechou a compra do antigo Cinema Ideal em Alicante por 6 milhões de euros. E o plano do Grupo Baraka, após esta aquisição, é arrancar com um hotel com quase uma centena de quartos e um investimento entre 8 e 10 milhões.

O dono do Grupo Baraka saltou para o palco mediático quando comprou o Edificio España ao Grupo Wanda. Horas depois vendeu-o à cadeia hoteleira Riu, com a qual se encontra atualmente em litígio devido a problemas na execução da área comercial.

Outro marco do grupo nos últimos meses foi o lançamento de um hotel a sul da zona comercial em Valdebebas. Lá, o empresário murciano pretende construir um hotel que reivindique a proximidade ao aeroporto Adolfo Suárez ao máximo. A área onde este imóvel vai estar localizado é o denominado 'Valdebebas Fintech District', local onde se pretende construir a nova zona financeira da capital.

O Grupo Baraka irá alocar um terreno de 38.000 m2, localizado a um passo da Cidade Desportiva do Real Madrid e do acesso ao T4 do aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas, para a construção deste hotel.

Com este movimento, Casanova posiciona-se numa área privilegiada, que quer absorver grande parte da procura futura por escritórios 'prime' fora do raio da M-30 (via rápida que circunda o centro de Madrid). Na verdade, a ideia do chefe do Grupo Baraka é dedicar a restante parte do terreno deste lote à construção de escritórios para arrendar posteriormente.