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Vista Alegre regista prejuízo de 2,1 milhões impactado pela pandemia

Restrições severas ao comércio e circulação de pessoas levaram à diminuição da procura e redução de encomendas da empresa portuguesa.

Vista Alegre
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Autor: Redação

O grupo Vista Alegre registou um prejuízo de 2,1 milhões de euros no ano passado, contra lucros de 7,5 milhões de euros em 2019, impactado pela pandemia. "Os resultados consolidados do exercício de 2020 do Grupo Vista Alegre foram fortemente afetados, nomeadamente a partir de março e até final do ano, com restrições severas ao comércio e circulação de pessoas que levaram à diminuição da procura e redução de encomendas", refere a Vista Alegre, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

"Apesar de todas as adversidades ao longo do ano, o volume de negócios fixou-se em 110 milhões de euros, com uma diminuição de apenas de 8,1% relativamente ao ano de 2019", refere a marca, salientando que no segundo semestre "a Vista Alegre registou um crescimento no volume de negócios de 5,1 milhões de euros (+8,2%) face ao período homólogo, demonstrando assim uma assinalável resiliência e robustez do negócio, face ao período difícil que o mundo e a economia global atravessam".

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) caiu 37% para 16 milhões de euros.

Já o resultado operacional fixou-se nos 2,5 milhões de euros, "inferior em 83% face ao período homólogo de 2019".

Maioria das vendas fora de Portugal

O mercado externo representou 78,7% do volume de negócios da Vista Alegre, com 86,9 milhões de euros de vendas, um aumento de 6,2 pontos percentuais face a 2019.

"Este aumento é justificado pelo crescimento do volume de negócios nos mercados europeus, nomeadamente em França, Holanda e Itália, países com maiores crescimentos", prossegue o grupo.

A empresa salienta que o encerramento total das lojas de comércio e restauração, a partir de março do ano passado, quer a nível nacional como internacional, "acrescido do forte abrandamento do setor da hotelaria, repercutiu-se numa redução de vendas na Vista Alegre no canal de retalho e horeca [hotéis, restaurantes e cafés]".

No final do ano passado, "a dívida líquida consolidada da Vista Alegre teve uma redução de três milhões de euros comparativamente com o ano anterior".

Relativamente aos investimentos, estes totalizaram cerca de 3,9 milhões de euros, "na nomeadamente na aquisição de equipamentos no segmento da porcelana, cristal e vidro e forno, realizados potenciam uma maior eficiência operacional e a redução de custos, reforçando o posicionamento da Vista Alegre como detentora das fábricas tecnologicamente mais avançadas do mundo nos segmentos de mercado de cerâmica, cristal e vidro".

Desconfinamento ajudará a recuperar vendas

Em março passado, a faturação da Vista Alegre atingiu os 6,8 milhões de euros, mais 17,9% do que em igual mês do ano passado, o primeiro da pandemia da Covid-19 em Portugal. No entanto, o volume de negócios no primeiro trimestre caiu 22% em termos homólogos, passando de 24,3 para 19 milhões de euros.

A empresa destaca que no último mês registou "uma recuperação nas vendas, sendo expectável, com o desconfinamento em Portugal no mês de abril, uma tendência crescente nas vendas nos próximos meses".

A Vista Alegre sublinha ainda a "excelente recuperação" do canal de retalho em março, destacando os mercados de Espanha, Estados Unidos da América e França. Foi, deste modo, verificado um aumento das vendas de 79% face ao período homólogo.

A empresa assinala também o "excelente desempenho" das vendas no canal online, que cresceram 468% face a março de 2020. Já o canal Private Label registou uma quebra homóloga de 5%.

*Com Lusa