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CGD tenta recuperar 18 milhões de negócio imobiliário falhado na Madeira

Em causa estão apartamentos, moradias e um lote de terreno na Madeira dados como garantia de crédito pela Grão Pará.

CGD quer executar terreno na Madeira
Aeroporto Cristiano Ronaldo, na Madeira / Wikimedia commons
Autor: Redação

Um terreno situado junto ao Aeroporto Cristiano Ronaldo, na Madeira, foi o imóvel escolhido pela Matur – empresa detida pela Grão Pará - para dar como garantia de crédito à Caixa Geral de Depósitos (CGD). Mas o negócio falhou e o banco colocou uma ação em tribunal contra a construtora na tentativa de recuperar 18 milhões de euros entre juros e empréstimos. O processo já vai longo e não tem fim à vista, dado que só 5 dos 39 imóveis hipotecados foram avaliados até agora pela justiça - isto é, cerca de 13% do total.

A avaliação dos ativos imobiliários é um passo necessário para concluir o processo. Mas essa “avaliação veio a ter lugar apenas em janeiro de 2020, tendo apenas sido avaliados 5 dos 39 imóveis do processo”, lê-se no relatório de contas de 2020 da Grão Pará publicado na Comissão do Mercado de Valor Mobiliários (CMVM).  E até agora não houve qualquer evolução, avançou Abel Pinheiro, presidente do conselho de administração da Grão Pará, citado pelo Jornal de Negócios.

Como fazer avançar o processo? Abel Pinheiro sugere criar uma comissão de avaliação composta por duas pessoas, sendo uma nomeada pelo Estado e outra pela Grão Pará que, por sua vez, escolheriam um terceiro elemento. Esta comissão seria responsável pelos trabalhos de avaliação em vez do perito.

CGD quer executar terreno na Madeira
Aeroporto Cristiano Ronaldo, na Madeira / Creative commons

Já passou uma década desde que o banco estatal avançou para a Justiça para recuperar quase 10 milhões de euros junto da Matur num crédito que tem como garantia associada apartamentos, moradias e um lote de terreno na Madeira. Um valor que aumenta para cerca de 18 milhões de euros se forem somados os juros, segundo escreve o Jornal de Negócios.

Só o terreno situado junto ao aeroporto da Madeira, dado como garantia do crédito, possui 17 hectares. E o objetivo da CGD passa por executá-lo para depois vender.