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CGD em vias de recuperar 18 milhões de euros na Madeira – por terreno junto ao aeroporto

Em causa está um terreno que foi dado como garantia num crédito concedido à empresa de imobiliário Grão Pará.

Pedro Farto on Unsplash
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Autor: Redação

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) estará perto de conseguir executar um terreno junto ao Aeroporto Cristiano Ronaldo, na Madeira, que foi dado como garantia num crédito concedido à empresa de imobiliário Grão Pará. Em causa estão 18 milhões de euros que o banco estatal tenta ainda recuperar. O terreno já foi avaliado, sendo que este era um passo necessário para o processo avançar.

“Na ação intentada pela CGD contra a Matur e a Grão Pará, o tribunal mandou proceder à avaliação dos terrenos objeto da hipoteca através de uma técnica por si indicada. Essa avaliação veio a ter lugar apenas em janeiro de 2020”, refere o relatório e contas para 2019 da empresa de imobiliário, divulgado recentemente. Há cerca de um ano, a empresa revelava, no seu relatório de 2018, que o processo de avaliação dos terrenos em causa ainda não tinham arrancado, escreve o Jornal de Negócios.

Citado pela publicação, Abel Pinheiro, presidente do conselho de administração da Grão Pará, explicou que a perita escolhida pelo tribunal “foi ao terreno em janeiro, acompanhada por um ex-funcionário que mora lá” e que conhece bem a zona. A CGD não quis entretanto comentar o processo por questões de sigilo. Em causa está um terreno de 17 hectares, dado como garantia no empréstimo, que a CGD quer executar para o vender posteriormente. 

Já passou uma década desde que o banco estatal avançou para a Justiça para recuperar quase 10 milhões de euros junto da Matur, detida pela Grão Pará, num crédito que tem como garantia associada apartamentos, moradias e um lote de terreno na Madeira. Um valor que aumenta para perto de 18 milhões de euros se forem somados os juros, escreve o Jornal de Negócios.