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Empresa de escritórios partilhados WeWork estreia-se na bolsa

A empresa de coworking, envolta em polémica nos últimos anos, estreou-se no mercado bolsista depois do fracasso de uma tentativa de oferta pública inicial (IPO) em 2019.

Photo by Eloise Ambursley on Unsplash
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Autor: Redação

A WeWork, reconhecida startup de arrendamento de espaços de coworking - envolta em grande polémica nos últimos anos, e que esteve quase à beira da falência - , estreou-se no mercado bolsista, depois do fracasso de uma tentativa de oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) em 2019.

A empresa de coworking chegou à bolsa através de uma fusão com uma empresa BowX Acquisition, uma empresa de aquisição de propósito específico (SPAC, na sigla em inglês). O planos de fusão foram anunciados pela primeira vez em março deste ano, num negócio que avaliou a empresa de escritórios partilhados em cerca de 9 mil milhões de dólares (cerca de 7,6 mil milhões de euros). Trata-se de uma queda acentuada em relação a 2019, quando a WeWork foi inicialmente avaliada em 47 mil milhões de dólares (40 mil milhões de euros) pelo SoftBank Group.

A avaliação foi baixando à medida que as notícias sobre os problemas de finanças da empresa começaram a sair e o interesse dos investidores diminuiu em várias cidades. Em 2019, recorde-se, a WeWork desmoronou, entre uma série de conflitos pessoais e profissionais de Adam Neumann (o seu confundador e ex-CEO), incluindo casos aparentes de nepotismo, empréstimos questionáveis ​​e outras transações controversas, bem como perdas crescentes.

Após o desastre da IPO, os negócios da WeWork foram ainda mais afetados pela pandemia. Muitos clientes cancelaram os contratos e pararam de pagar rendas, com as perdas da empresa a dispararem neste período, levando ao encerramento de vários espaços pelo mundo. Um cenário que também acabou por adiar a entrada na bolsa.