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Gigante WeWork em vias de ser salva pelo SoftBank - banco japonês afasta controverso fundador

Maior parte das ações da empresa de coworking, detidas por Neumann, serão compradas pelo SoftBank por cerca de 1.000 milhões de dólares.

O fundador Adam Neumann (à esquerda) / TechCrunch/Wikimedia Commons
O fundador Adam Neumann (à esquerda) / TechCrunch/Wikimedia Commons
Autor: Redação

A WeWork, reconhecida startup de arrendamento de espaços de coworking de Silicon Valley, à beira da falência, aceitou a proposta de resgaste do grupo japonês SoftBank. A empresa valia 47 mil milhões há alguns meses, mas agora, e depois da entrada na bolsa falhar, a avaliação caiu a pique. O acordo pressupõe, entre outras coisas, o afastamento do polémico fundador, Adam Neumann, que criou a empresa no ano 2000.

Se a notícia se confirmar – os detalhes do acordo ainda estão a ser fechados -, o SoftBank comprará a maior parte das ações da empresa que são detidas por Neumann por cerca de 1.000 milhões de dólares. Comprará ainda as ações detidas pelos funcionários da startup, no valor de cerca de 2.000 milhões.

O Softbank, tal como tem vindo a contar a imprensa internacional nos últimos dias, aceitou ainda fazer um empréstimo de 500 milhões de dólares ao controverso fundador, para fazer face à divída que este contraiu jundo do banco JPMorgan. O grupo japonês irá pagar a Neumann – apontado como um dos principais responsáveis da falência – cerca de 185 milhões de dólares em honorários por prestação de serviços de consultoria. Na prática, o CEO irá receber 1.700 milhões se renunciar ao cargo.

Entra as várias polémicas destaca-se uma, nomeadamento o facto da WeWork  ter adquirido os direitos de utilização da marca “We” a uma empresa controlada pelo próprio CEO, Adam Neumann.  A empresa esteve prestes a entrar em bolsa , mas as dúvidas em relação à estabilidade financeira da startup e os problemas de gestão travaram o processo. Depois da tentativa falhada, a avaliação da famosa startup caiu, levando o CEO a apresentar a demissão.

Agora, e perante as sérias dificuldades que a WeWork enfrenta, entre rondas de despedimentos e venda de ativos, o SoftBank aceitou injetar mais capital para tentar salvar o que resta.

Segundo conta hoje o Financial Times, a WeWork prepara-se em concreto para despedir quatro mil pessoas, cerca de30% da mão-de-obra global da empresa, que se situa atualmente em 14 mil pessoas. Cerca de mil pessoas que serão despedidas são trabalhadores de áreas que poderão ser subcontratadas, como limpezas.

O objetivo do Softbank será também que a WeWork concentre as atividades em três mercados prioritários: Estados Unidos, Europa e Japão. Regiões como China, Índia ou América Latina poderão, assim, ser deixadas para segundo plano ou mesmo abandonadas.

A empresa que fundou há quase 20 anos, está agora em situação crítica, mas aos 40 anos de idade, Adam Neumann (40 anos) continua a ser um dos homens mais ricos do planeta, com uma fortuna pessoal superior a 1.000 milhões de dólares, de acordo com a lista da Bloomberg, encabeçada pelo fundador da Amazon, Jeff Bezos.