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Oporto Center renasce com multinacional francesa como inquilina

Edifício construído nos anos 90, localizado na Baixa do Porto, estava devoluto / Público
Edifício construído nos anos 90, localizado na Baixa do Porto, estava devoluto / Público
Autor: Redação

Construído nos anos 90 pela Soares da Costa, que ali chegou a ter a sede, o edifício Oporto Center vai agora acolher uma multinacional de origem francesa. O imóvel, que chegou a albergar o Central Shooping, na Baixa do Porto, estava devoluto há vários anos, após vários projetos comerciais falhados. Agora vai ser arrendado ao banco Naxis, que pretende instalar ali grande parte dos seus serviços informáticos, com um total de 600 trabalhadores em três anos.

Os 12 mil metros quadrados do imóvel situado na Rua de Santos Pousada, perto do Campo 24 de Agosto, vão agora ser adaptados às necessidades do novo inquilino que escolheu Portugal, e o Porto, pela proximidade cultural e pelos custos competitivos dos ativos imobiliários e dos salários, revelava o Echos há uns meses.

Esta será, tal como relata o Público, mais uma reencarnação deste edificado, que era, aquando da sua abertura, em 1996, o primeiro shopping com cinemas na Baixa do Porto. A experiência durou menos de uma década, e depois de 2004 várias foram as propostas para a dinamização deste imóvel, central, tanto no nome como na localização — está situado na Rua de Santos Pousada, perto do Campo 24 de Agosto — mas não nas prioridades dos investidores.

Em 2006, recorda ainda o jornal, chegou a ser aventada a hipótese de os cinemas voltarem a ser explorados pela Cooperativa Cinema Novo, que organiza o Fantasporto, outro projeto falhado. A Soares da Costa, dona do imóvel, ainda instalou ali a sua sede, nesse ano, transformou os antigos cinemas em escritórios e procurou novos ocupantes para a área comercial do edifício. Em 2010, anunciou a reabertura da zona comercial, com um novo conceito e o nome Galeria Central. O projeto foi, no entanto, abandonado depois de a Sonae desistir de instalar ali um supermercado Modelo e as lojas Worten e Modalfa. 

Grande Porto atrai cada vez mais empresas estrangeiras

E o Naxis não é o único caso de multinacionais de fora com interesse na Invicta. A procura de espaços empresariais está a disparar na região do Grande Porto, destacando-se como um destino cada vez mais popular para a instalação de empresas.

Isso mesmo diz a JLL, que tem sido uma das promotoras deste dinamismo de mercado, ao ter sido responsável pela colocação de 21.500m² de escritórios nesta zona do país no ano passado, e registando já uma intensificação da atividade da sua equipa do Porto no arranque de 2017.

Entre as operações concluídas no ano passado, a consultora destaca em comunicado o arrendamento de dois edifícios completos, um dos quais com 11.685m² no centro da cidade, a uma multinacional francesa do setor financeiro, e outro com 2.600m² a uma entidade do setor hoteleiro. Arrendou também 2.218m² à Whebhelp no edifício Hipercentro, e 1.050m² no edifício Pinheiro Manso à Mercadona, entre outras operações.

Estas multinacionais procuram sobretudo instalações próximas de boas acessibilidades e transportes públicos, espaços de grandes dimensões por piso, boas infraestruturas técnicas e rendas atrativas, uma conjugação de fatores que é difícil de encontrar no Porto. A JLL realça que, pela primeira vez em vários anos, já existem alguns edifícios em pipeline para responder aos requisitos exigidos pela procura.