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Ocupação de escritórios em Lisboa em queda: há falta de espaços

Paulo Resende/Unsplash
Paulo Resende/Unsplash
Autor: Redação

Em janeiro foram ocupados 9.383 metros quadrados (m2) de escritórios em Lisboa, menos 22% que no mês anterior e menos 32% que no período homólogo. Uma desaceleração que se deve, sobretudo, à incapacidade da oferta existente em dar resposta à procura, que existe.

Esta é uma das conclusões a retirar do Office Flashpoint da JLL referente ao primeiro mês de 2019. Segundo Mariana Rosa, diretora de Office/Logistics Agency & Transaction Management da consultora imobiliária, “as empresas continuam muito ativas na procura de escritórios, o problema reside em encontrar os espaços que correspondam aos seus requisitos”.

A responsável considera, em comunicado, que “apesar dos anúncios de novos investimentos e do pipeline de nova promoção, a área disponível tem vindo a reduzir”. “Nos últimos 7 anos, entraram em stock uma média de apenas 27 mil m2 por ano, ao mesmo tempo que a carteira de edifícios usados foi sendo reduzida, com a reconversão de muitos imóveis para outros usos e também por obsolescência. Temos hoje um stock de 4,16 milhões m2, com uma taxa de disponibilidade historicamente baixa, nos 6,5%. Ou seja, o parque de escritórios é claramente insuficiente para uma procura que tem crescido em volume e diversidade”, explica.

"As empresas continuam muito ativas na procura de escritórios, o problema reside em encontrar os espaços que correspondam aos seus requisitos"
Mariana Rosa, departamento de escritórios da JLL

Nesse sentido, a especialista antevê que em 2019 a tendência de escassez de espaços “deverá acentuar-se ainda mais, pois a procura continua bastante ativa e a oferta não vai acompanhar”. “Há mais multinacionais a quererem instalar-se em Lisboa”, conta, salientando que, do lado da oferta, vão surgir 77.800 m2 este ano, sendo que apenas 32.000 m2 não estão ainda contratados. “Só a partir do próximo ano começará a suavizar-se este desequilíbrio, tendo em conta os mais de 483.000 m2 previstos entrar entre 2020 e 2023”, conclui.