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Mercado de escritórios ao rubro em Lisboa: ocupação cresce 26% com nova oferta

Instalação da KPMG e da PLMJ na chamada Torre de Picoas impulsionou crescimento / Vector Mais
Instalação da KPMG e da PLMJ na chamada Torre de Picoas impulsionou crescimento / Vector Mais
Autor: Redação

Fala-se muito do dinamismo do mercado imobiliário em Lisboa, habitualmente a nível residencial. Mas o segmento dos escritórios também está em alta na capital, tendo registado no primeiro semestre um crescimento de 26% face ao mesmo período de 2018. Passou de uma taxa de ocupação de 86.819 metros quadrados (m2) para 109.751 metros m2 no período em causa. A atividade de junho contribuiu com mais de um terço da área colocada no semestre, num total de 39.219 m2.

Os resultados são divulgados no Office Flashpoint da JLL, relatório que analisa os dados mais recentes disponibilizados pelo LPI-Lisbon Prime Index, um sistema de monitorização do mercado de escritórios de Lisboa. A JLL mantém uma posição de liderança neste mercado, com uma quota de 35% da área negociada no semestre.

No final de abril a ocupação estava 14% abaixo de 2018 e em maio acabou por nivelar-se, chegando agora ao final do semestre com a atividade a distanciar-se em alta de 2018, após um junho excecional. Esta inversão resulta da disponibilização de nova oferta no mercado, algo que já prevíamos. A procura existe e está a crescer, mas o mercado só conseguirá expandir-se com reforço do stock, como mostra este mês de fecho do semestre. Será esse o motor para o crescimento do mercado este ano”, refere Mariana Rosa, diretora de Office/Logistics Agency and Transaction Manager da JLL, citada em comunicado.

Junho faz disparar taxa de ocupação

Em junho, de acordo com dados divulgados pela consultora, a ocupação de escritórios cresceu 120% em termos mensais e 130% face a igual mês do ano passado, registando a realização de 23 operações com uma área média de 1.705 m2.

  • O desempenho do mês foi fortemente influenciado pela instalação da KPMG (9.950 m2) e da PLMJ (6.950 m2) no edifício FPM 41, um imóvel de promoção nova que veio reforçar o stock de escritórios no Prime CBD (zona 1).
  • Esta zona foi, assim, a mais dinâmica em junho, concentrando 49% de toda a atividade, seguida da zona 3 (Novas Áreas de Escritórios), com um peso de 24% na atividade e três das maiores transações do mês (a colocação da Teleperformance em 5.471 m2 do edifício Open, da KW em 1.934 m2 do edifício José Malhoa 22 e da 360 Imprimir em 1.828 m2 no edifício Visconde Alvalade).
  • O Parque das Nações (zona 5) representou 19% da atividade no mês. Do lado da procura, a área de “Consultores & Advogados” representou 60% da área ocupada no mês, refletindo o impacto das duas maiores operações acima referidas.

No que se refere ao acumulado semestral, contabilizam-se 97 operações, com uma área média de 1.131 m2, sendo as zonas do Parque das Nações (24% da área ocupada) e do Prime CBD (23% do total) as mais dinâmicas. A Nova Zona de Escritórios aproxima-se, contudo, com 19% da ocupação no semestre.

Em termos da procura, observa-se um equilíbrio entre as empresas de “Serviços Financeiros”, “Consultores e Advogados” e “Serviços a Empresas”, com quotas de, respetivamente, 24%, 23% e 22%.