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"2020 continua a ser um ano de oportunidade para escoar os escritórios usados"

Escassez de oferta nova face à alta procura gera oportunidades neste mercado, aponta Pedro Salema Garção, Head of Agency da Worx

Photo by Drew Beamer on Unsplash
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Autor: Redação

O ano de 2019 fechou, segundo dados da Worx. com um total de 'take up' no segmento de escritórios em Lisboa próximo dos 195.000 metros quadrados (m²), um valor estabilizado em relação a 2018, justificado pela falta de oferta. "Apesar da procura continuar elevada, não existem edifícios suficientes no mercado para responder", pelo que o ano de 2020 vai "ser um ano de oportunidade para escoar os escritórios usados", perspetiva Pedro Salema Garção, head of Agency da consultora imobiliária.

Mas o responsável deixa um aviso ao mercado: "É necessário ter em conta que os edifícios de escritórios reabilitados não podem ter valores iguais aos escritórios novos planeados para 2021/2022", argumentando que, caso contrário "não será aproveitada a oportunidade para escoar os escritórios usados, uma vez que as empresas optarão por aguardar um a dois anos e selecionarem um escritório com condições mais eficientes ao mesmo custo.”

Na análise sobre 2019, a Worx dá a conhecer que as zonas 1 (prime CBD) e 5 (Parque das Nações) se destacaram por transações pontuais – dois edifícios na zona 1 e um edifício na zona 5 – que tiveram um peso de 45% e 60%, respetivamente, no total das zonas. Adicionalmente em termos de performances de take up, destacam-se por serem as únicas zonas que, em 2019, superaram os valores de absorção de 2018, crescendo 50% e 80% respetivamente.

"A procura no mercado de arrendamento de escritórios em Lisboa continua muito dinâmica, com empresas de todas as dimensões à procura das melhores condições, tanto no caso de novas empresas como no caso de empresas existentes em expansão das suas instalações", indica a consultora em comunicado.

A vacancy rate foi descendo gradualmente ao longo dos trimestres de 2019, fechando o ano abaixo dos 5%. "Não se prevê uma estabilização ou subida da vacancy rate em 2020, perante um cenário de oferta nova muito escassa em desequilíbrio com os níveis de procura que o mercado tem registado", refere a Worx, dando ainda a conhecer que a prime rent fechou o ano nos 25 €/m2/mês.